Novidade: bitrem dobrável começa a rodar no Brasil

Novidade: bitrem dobrável começa a rodar no Brasil

A Klabin acaba de iniciar uma operação de um bitrem dobrável no Brasil. O equipamento foi desenvolvido na Austrália pela Kennedy Trailers e adaptado no Brasil pela fabricante de implementos Pastre, a pedido da Unidade Florestal da Klabin.

O modelo é específico para o carregamento de toras de madeira. Quando está carregado, o equipamento tem 19 metros de comprimento. Com o implemento vazio, é possível recolher uma parte da primeira carreta, que fica sobre o chassi do caminhão. Com isso, o comprimento é reduzido para 15 metros.

A ideia é otimizar os processos nas florestas plantadas, base para a produção de celulose, facilitar as manobras liberando espaço para terras agricultáveis, liberar espaço nas vias de tráfego, permitir ultrapassagens mais ágeis e seguras, além de proporcionar economia em combustível, pedágio e pneus.

Confira abaixo o vídeo publicado no canal Indústria Pastre sobre esse modelo de bitrem dobrável:

Segundo o gerente florestal da Klabin, Darlon Orlamunder, além das capacidades técnicas do bitrem dobrável serem as mesmas de um bitrem convencional, o material utilizado para a produção do modelo é 100% nacional.

Para atender à legislação brasileira e à resolução 630 do Contran, o veículo foi adaptado para receber protetores laterais. Uma estrutura metálica foi instalada nos espaços entre os eixos da carroceria. O foco é impedir a invasão de motocicletas e outros veículos menores na parte de baixo do caminhão em caso de acidente.

Segundo Orlamunder, o novo equipamento oferece várias vantagens quando comparado ao bitrem tradicional. Uma das principais é a agilidade de trafegar na área do plantio, uma vez que o implemento ocupa menos espaço para rodar. Em relação aos modelos tradicionais, o sistema dobrável precisa de uma área muito menor para manobrar. O que resulta em melhores condições de direção e aderência em declives, por exemplo.

Também há ganho no tráfego em rodovias. O novo bitrem pode rodar em maior velocidade média, o que garante ultrapassagens com mais segurança. Outra vantagem é em relação ao custo de operação. Quando o bitrem está dobrado, dois eixos e oito pneus ficam erguidos, o que reduz o desgaste dos mesmos.

O bitrem dobrável custa 50% a mais em relação a um bitrem convencional, porém, a Klabin estima redução de custos de combustível na ordem de 5,5% e de pneus em torno de 4%.

Esse bitrem é o único do Brasil, e segundo a Klabin, até o final deste ano a empresa colocará em operação outra versão do bitrem dobrável. Mas essa nova unidade vai recuar até 10 metros quando estiver vazio.

E aí, o que você achou dessa inovação para o setor de transporte?

Fonte: Estradão

Painel mostra os resultados do impacto da pandemia sobre a saúde dos trabalhadores do transporte

Painel mostra os resultados do impacto da pandemia sobre a saúde dos trabalhadores do transporte

Na última segunda-feira, dia 22 de junho, o SEST SENAT lançou o Painel de Testagem no Transporte Rodoviário com um retrato do impacto da pandemia da Covid-19 sobre a saúde de trabalhadores do setor de transporte.

Essa ferramenta foi desenvolvida pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) em parceria com o SEST SENAT, e desde então está disponível para consulta. A mesma traz os resultados parciais dos testes rápidos já realizados pela instituição em caminhoneiros autônomos, motoristas profissionais do transporte de cargas, motoristas de ônibus e cobradores.

Veja abaixo, um print da ferramenta:

Os dados são estratégicos para direcionar ações de empresas e do poder público durante a pandemia. Além disso, são produto de uma ação setorial inédita, com o propósito de aprimorar e ampliar a prestação de serviços do SEST SENAT para a sociedade.

As informações podem ser consultadas por resultados gerais e por tipo de público testado. No entanto, não é recomendável estabelecer comparações entre os indicadores de cada categoria profissional em razão de parâmetros estatísticos relacionados ao número de testes aplicados em cada um dos públicos.

Os testes foram aplicados durante a quarta fase da campanha Transporte em Ação – Mobilização Nacional de Combate ao Coronavírus, promovida pelo SEST SENAT e iniciada no dia 8 de junho. Da amostragem de 30.969 testes já realizados:

  • 91,7% (28.398) foram negativos;
  • 7,4% (2.307), positivos;
  • 0,9% (264), inconclusivo (testes descartados).

Confira os principais resultados

– 19,6% é a taxa de infecção entre os transportadores que possuem algum sintoma; entre os que não possuíam sintomas, a taxa é de 6%

– Entre os homens, a taxa de infecção é de 7,3%; entre as mulheres, 9,5%.

– Estados com a maior taxa de infecção (a taxa de infecção por estado leva em consideração o local de residência do profissional. Por exemplo, um motorista que saiu de Curitiba, mas foi testado em São Paulo, tem o resultado computado para o estado do Paraná):

  • Amazonas: 37,3%
  • Maranhão: 33,2%
  • Pará: 26,2%
  • Ceará: 24,4%
  • Amapá: 23,6%

Fonte: CNT

Vendas de pneus caem 50,5% no mês de maio, segundo dados da ANIP

Vendas de pneus caem 50,5% no mês de maio, segundo dados da ANIP

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), divulgou seu levantamento de vendas de pneus do mês de maio, que foi integralmente impactado pela queda de atividade econômica devido à pandemia da Covid-19. Segundo dados da pesquisa, a queda foi de 50,5% em comparação a maio de 2019.

O total de vendas do mês foi de 2.532.359 unidades comercializadas.

“Mesmo com o retorno de algumas montadoras e a abertura progressiva do comércio, teremos um avanço restrito dos mercados até o final do ano, sinalizando uma retração histórica do setor. Neste cenário de grande insegurança no curto prazo, novas medidas na área econômica são necessárias para que o país alcance resultados práticos no retorno das atividades”, afirma Klaus Curt Müller, presidente executivo da ANIP.

Confira abaixo os dados nas tabelas:

Fonte: Transporta Brasil

Sest Senat já realizou mais de 31 mil testes de covid-19 em trabalhadores do transporte

Sest Senat já realizou mais de 31 mil testes de covid-19 em trabalhadores do transporte

A quarta fase da ação do SEST SENAT (Transporte em Ação – Mobilização Nacional de Combate ao Coronavírus) já realizou por volta de 31.783 testes rápidos gratuitos da covid-19 em trabalhadores do transporte em todo o Brasil, como em caminhoneiros do transporte rodoviário de cargas, motoristas e cobradores do transporte coletivo rodoviário de passageiros.

A ação teve início no dia 8 de junho, e ao todo, o SEST SENAT disponibiliza 39.909 testes gratuitos. Do total já realizado:

  • 29.150 (91,7%) foram negativos;
  • 2.345 (7,4%), positivos;
  • 288 (0,9%), inconclusivos (testes descartados).

Além da testagem, nas abordagens feitas pela própria equipe do SEST SENAT, os profissionais do transporte também recebem orientações de prevenção da doença e de higienização das mãos e dos veículos, além de máscaras de tecido reutilizáveis.

“Nosso objetivo é contribuir com dados importantes e estratégicos para empresas, transportadores autônomos, trabalhadores do setor, governo e sociedade sobre a disseminação do vírus no setor de transporte. Desde o início da crise, o Sistema CNT tem trabalhado para reduzir os impactos na produtividade das empresas e na saúde dos trabalhadores do setor. Além disso, a iniciativa do SEST SENAT é também uma forma de contribuir com as políticas públicas que estão sendo adotadas pelo governo federal e pelos governos estaduais no controle da pandemia no país”, afirma o presidente da CNT e dos Conselhos Nacionais do SEST e do SENAT, Vander Costa.

Fonte: Sest Senat

Presidente da CNT projeta futuro do transporte pós-pandemia

Presidente da CNT projeta futuro do transporte pós-pandemia

Em uma live transmitida pela HSM, com o tema: “Covid-19: os novos desafios de transporte e logística no país”, o presidente da CNT, Vander Costa, projetou vários pontos e tendências para o futuro da atividade transportadora no Brasil.

O debate contou com a participação de Celso Kassab, sócio de Consultoria Empresarial e responsável pelos serviços de Supply Chain da Deloitte, e Peter Cabral, expert da SingularityU Brazil em Mobilidade Digital. O CEO da HSM e co-CEO da SingularityU Brazil, Reynaldo Gama, foi o moderador da conversa.

Segundo Costa, o “novo normal” do transporte será, necessariamente, pautado por padrões muito elevados de assepsia.

“Aumentar a higienização é o primeiro passo. Algumas soluções estão sendo estudadas e estamos a atento a elas. No Brasil, há um experimento com nanopartículas que, uma vez pulverizadas no ar, permitiriam ambientes seguros por até três dias”, detalhou. “E a utilização de máscaras veio para ficar”, prevê. “Outra coisa que a CNT vem fazendo é acompanhar as experiências da China e da Europa. Nesse caso, copiar as boas práticas é queimar etapas”, argumenta.

O presidente comentou, também, que a pandemia acelerou mudanças culturais. “Por exemplo, muitas pessoas que tinham resistência a comprar pela internet agora o fazem”, destaca. De acordo com ele, essas novas demandas vão testar nossa capacidade logística. “Daqui para a frente, será fundamental desenvolver a multimodalidade. Cada vez mais, veremos a integração de rodoviário, ferroviário, aquaviário e, principalmente, cabotagem, cujo potencial é muito pouco explorado. Acho que temos espaço para evoluir, e esse pode ser um legado deste momento difícil”, acredita.

A mudança de cultura não será apenas individual mas também da sociedade e da própria atividade empresarial. Vander Costa prevê que as grandes cidades vão testar modelos de escalonamento de horários para o uso do transporte coletivo, a fim de evitar aglomerações. “Veremos horários diferenciados para diferentes atividades, de modo a distribuir o fluxo de pessoas ao longo do dia. Provavelmente, diversas empresas ampliarão o horário de atendimento com esse mesmo intuito”, pondera.

E aí, qual a sua opinião sobre o setor do transporte pós-pandemia? Deixe aqui nos comentários.