Mudanças que a pandemia trouxe para o setor de transporte

Mudanças que a pandemia trouxe para o setor de transporte

A CNT, Confederação Nacional do Transporte, divulgou na última edição do informe Transporte em Movimento, algumas mudanças significativas que o surto do coronavírus proporcionou no setor do transporte. E vamos compartilhar as transformações mais importante com você neste artigo.

O ramo da logística e do transporte em geral, foi extremamente abalado por essa pandemia, e quem acompanhou o blog da Guep durante esses últimos meses sabe muito bem disso. Por esta razão, este setor, bem como vários outros, teve de se adaptar. Felizmente, nem todas essas transformações são necessariamente negativas.

Neste informe, a CNT mostra que as mudanças nos padrões de mobilidade urbana, de cadeias de suprimento globais e de consumo digital vêm contribuindo para consolidar um setor mais desenvolvido e com potencial mais colaborativo.

Confira o informe Transporte em Movimento na íntegra por aqui.

Na publicação, a entidade destaca que o cenário atual chamou atenção para a necessidade de cadeias de suprimento globais mais ágeis, capazes de responder de forma eficiente às rápidas mudanças. Desta forma, a CNT frisa a importância da digitalização nas transações entre empresas e documentações exigidas por lei, sem aumento da burocracia.

Falando um pouco sobre e-commerce, em função do aumento do número de compras pela internet, as empresas de transporte estão operando em ritmo acelerado. Com isso, para diminuir o impacto do aumento da demanda no tempo de entrega, algumas empresas contrataram ainda mais entregadores e realizaram uma ampliação da corrida pela chamada last mile – que, em uma cadeia logística, é quando a mercadoria chega ao consumidor final.

Segundo o presidente da CNT, Vander Costa, a velocidade dessas transformações foi acelerada pela pandemia, porém, em tempos normais, o ritmo com que as exigências do mercado estão se alterando está cada vez mais intenso. “Este é o momento para aproveitarmos aquilo que foi positivo e garantir que esse ‘novo normal’ seja marcado por um sistema de transporte de qualidade, eficiente e adequado às realidades locais e por uma logística ágil e confiável. Tudo isso se reflete em ganhos para a economia e, consequentemente, para a sociedade”, comenta ele.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

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Saiba mais sobre a Pesquisa que atualizou o perfil dos Operadores Logísticos do País

Saiba mais sobre a Pesquisa que atualizou o perfil dos Operadores Logísticos do País

A Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), apresentou recentemente a edição 2019/2020 da pesquisa Perfil dos Operadores Logísticos no Brasil.

O estudo foi encomendado pela associação à Fundação Dom Cabral (FDC) e vem sendo realizado desde 2014, detalhando características e tendências do mercado da operação logística.

Uma das primeiras revelações, que não causou surpresa, é que o estudo confirmou o crescimento no faturamento anual e no número de empresas, o que reflete a tendência de amadurecimento e profissionalização deste setor.

Evolução consistente

O levantamento mostra uma evolução consistente no segmento e a pesquisa dos especialistas da Fundação Dom Cabral considerou um conjunto de 275 empresas (contra 269 na edição anterior da pesquisa, de 2018) e revelou uma Receita Operacional Bruta (ROB) estimada em R$ 100,8 bilhões anuais (versus R$ 81,4 bilhões na edição anterior da pesquisa, de 2018) , com faturamento médio projetado de R$ 366 milhões por empresa.

A pesquisa também mostrou que o setor é um forte gerador de postos de trabalho, gerando cerca de 1,5 milhão de trabalhadores contratados diretos e indiretos. O estudo também mostra que o segmento é responsável por uma arrecadação anual de R$ 14,7 bilhões em tributos e R$ 11,5 bilhões em encargos trabalhistas.

Diversidade

Outra constatação do estudo mostra a diversidade de segmentos de atividade econômica que estão sendo atendidos pelos Operadores Logísticos. Entre eles:

  • Automotivo
  • Alimentos e bebidas
  • Eletroeletrônicos
  • Saúde (humana e animal)
  • Têxtil
  • Varejo

Mas há mudanças e uma expansão, com os operadores logísticos passando a atuar em novos segmentos em linha com mudanças na dinâmica de consumo e com o crescimento no comércio eletrônico, com os Operadores Logísticos também passando a atender mercados como:

  • Telecomunicações
  • Tecnologia industrial
  • Serviços bancários
  • Comércio eletrônico

O estudo completo pode ser baixado aqui.

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Iveco produzirá caminhões a gás no Brasil

Iveco produzirá caminhões a gás no Brasil

A Iveco, uma das maiores fabricantes de veículos pesados, começará a produção de caminhões a gás no Brasil. Eles ainda não confirmaram a informação, mas tudo indica que a produção terá início no ano de 2021. Segundo fontes do Estradão, uma empresa de grande porte do setor de logística está negociando a compra dos novos caminhões com a Iveco, e as tratativas estão avançadas.

Em 2012, não sei se você se lembra, mas a Iveco chegou a testar caminhões e ônibus a gás aqui no Brasil. Os modelos dos caminhões eram o semi-leve Daily e o semipesado Tector. O foco da empresa era espalhar a tecnologia na América do Sul, principalmente no Brasil.

Na época, os caminhões foram analisados por grandes empresas embarcadoras, como a gigante Coca-Cola. A partir disso, a Iveco colheu os dados dos resultados dessas operações para avaliar a viabilidade dos veículos a gás em diferentes tipos de aplicação.

Diferente daqui, pelo menos por enquanto, a Iveco tem forte presença na Europa de veículos movidos a gás natural veicular, ou GNV se preferir, oferecendo as linhas Daily, EuroCargo (equivalente ao Tector), Hi-Road, Hi-Way e S-Way a GNV e GNL. Essa experiência será utilizada para disseminar rapidamente a tecnologia no País.

Segundo o Estradão, eles procuraram a Iveco para obter mais detalhes da negociação. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informou que “não tem nenhum negócio efetivo ou venda de caminhões GNV ou GNL no Brasil. Porém, está atenta às oportunidades no crescente mercado de veículos comerciais movidos com esses combustíveis no País”.

E aí o que você acha? Será que a Iveco vai trazer mais essa inovação para o nosso Brasil?

Fonte: Estradão

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Com o Uboi, JBS quer oferecer serviço especializado de transporte para gado

Com o Uboi, JBS quer oferecer serviço especializado de transporte para gado

Sendo uma das maiores empresas de proteína animal do mundo, ou seja, uma das líderes globais em produção de carne, a JBS desenvolveu uma cadeia de produção e logística de carne e animais vivos, para atender à sua gigantesca demanda interna.

Oras, se essa força de transporte está a seu serviço, e fica em stand-by nos picos de demanda, por que não oferecer a mais clientes e produtores? Eis o mote do Uboi, app da JBS que parte da premissa de dar ao produtor um monitoramento em tempo real da viagem dos animais até o destino contratado.

O serviço foi anunciado para o mercado nacional no dia 13 de julho.

Especialização

A ideia é que a JBS Transportadora ofereça um serviço especializado seguro e fácil de contratar para o transporte de animais. A empresa está olhando para um mercado potencial de mais de 28 mil fazendas espalhadas pelo Brasil, que lidam com gado. O app vai atender produtores dos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

“Essa inovação vai contribuir com o desenvolvimento do setor de maneira geral, pois auxilia na ampliação da capacidade produtiva do Brasil, simplificando e facilitando o transporte de gado entre propriedades rurais. A ideia é que o pecuarista de qualquer tamanho de propriedade e perfil de animais possa ter acesso a nossa cadeia de transporte”, explica Ricardo Gelain, diretor da JBS Transportadora.

Além da contratação por pecuaristas, o aplicativo também permitirá o cadastro de caminhoneiros autônomos interessados em atender o setor e se integrar a esta cadeia produtiva, o que está previsto de ocorrer nas próximas semanas.

Interessado? Você pode baixar o app Uboi nas lojas de aplicativos nos links abaixo.

Iphone – https://apps.apple.com/br/app/uboi/id1513433108

Android – https://play.google.com/store/apps/details?id=uBoi.uBoi

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ANTT divulga nova tabela de frete com valores reduzidos

ANTT divulga nova tabela de frete com valores reduzidos

A ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestres) divulgou no último dia 16, uma nova tabela de frete com valores menores que os anteriores. Trata-se da resolução n º5.899, que define os valores mínimos que devem ser pagos para o transporte rodoviário de cargas do Brasil.

Segundo a ANTT, houve redução em razão da queda do preço do diesel, muito por conta das oscilações de preço. De acordo com a agência, e segundo as regras da tabela, o valor do frete pode ser alterado se houver variações no valor do combustível em intervalos menores que 30 dias.

Com toda a pandemia da Covid-19, que culminou nas políticas de isolamento social por volta do mês de março, a demanda pelo serviço de transportes de cargas teve uma queda brusca, o que fez com que os preços dos combustíveis baixassem.

Um levantamento feito pela ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, aponta que o valor médio do diesel no Brasil está em R$ 3,15. Na semana de 1º a 7 de março, o litro do diesel foi vendido por, em média, R$ 3,66, nos postos do Brasil. Ou seja, o combustível está 14%, em média, mais barato que há quatro meses atrás.

Tabela de frete teve baixa geral

Os valores foram reajustados para baixo em todas as categorias do transporte que envolvam carga lotação e carga lotação de alto desempenho (menor tempo para carga de descarga). E também contratação do veículo, incluindo os de transporte de carga de alto desempenho.

O reajuste já está valendo, e você pode conferir a tabela de frete na íntegra por aqui. A tabela com a próxima revisão deve ser divulgada apenas em janeiro de 2021.

Vale frisar que a margem de lucro do caminhoneiro não entra no cálculo do piso mínimo, bem como custos com pedágios ou despesas de administração, tributos e taxas. Esses itens devem ser negociados diretamente entre os motoristas e os embarcadores na hora de compor o valor total do frete.

Fonte: Estradão

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Marca FêNêMê, ou FNM, volta ao Brasil com caminhões elétricos

Marca FêNêMê, ou FNM, volta ao Brasil com caminhões elétricos

Uma marca que vai ressoar no coração dos veteranos, FNM está de volta. Mas calma, em vez da Fábrica Nacional de Motores, histórica produtora de caminhões no Brasil do século passado, a sigla agora designa a Fábrica Nacional de Mobilidades, que se dedicará a produzir caminhões elétricos.

Além da venda de veículos novos, a empresa também trabalhará com a eletrificação de veículos existentes, convertendo-os de motores a diesel para equivalentes elétricos. A empresa é fruto da parceria entre um acionista da Marcopolo e a Agrale, fabricante de tratores, caminhões, chassis e motores.

Será aliás, nas instalações da Agrale em Caixas do Sul que serão montados os caminhões da marca FNM.

A maioria dos componentes, como baterias, motor e sistemas eletrônicos, será importada dos Estados Unidos. Serão dois modelos: o FNM 832 (o caminhão azul da foto), com Peso Bruto Total (PBT) de 13 toneladas e 6,2 metros de comprimento e o FNM 833, com PTB será de 18 toneladas e comprimento de 7,2 m. O motor elétrico terá potência equivalente a 355 cv, autonomia de cerca de 130 km com as baterias totalmente carregadas, o que fará com que os veículos sejam orientados a operações de curta distância.

Tecnologia

Os modelos terão bastante tecnologia embarcada, como telas no lugar de instrumentos e sistemas conectados para facilitar a gestão por frotistas, além de monitoramento do veículo em tempo real.

A empresa também optou por iniciar a operação por venda direta, sem contar com uma rede de concessionárias, para baixar os custos. A assistência técnica será prestada diretamente pela empresa, que se deslocará até os clientes.

A FNM ‘clássica’

A marca FNM foi encerrada no final dos anos 1980, encerrando uma jornada que começou em 1942, como Fábrica Nacional de Motores e a primeira fabricante de caminhões do Brasil.

Ao longo de sua história a FNM se associou a outras empresas como a italiana Isotta Fraschini e, mais tarde, com a Alfa Romeo. Chegou a produzir automóveis até que, em 1968,foi privatizada e vendida à Alfa Romeo. A companhia continuou produzindo caminhões, automóveis e chassis de ônibus.

A empresa passou para o controle da FIAT quando esta comprou 43% das ações da Alfa Romeo. Em 1985, sob administração da Iveco, que também pertencia ao Grupo Fiat, a fábrica da FNM fechou finalmente as portas, mas os robustos caminhões com a sigla até hoje frequentam o imaginário de caminhoneiros veteranos e de colecionadores que mantém exemplares históricos conservados e em operação.

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