Atendimento (11) 4452-7100 | Comercial (11) 2598-0104 contato@guep.com.br
Estudo da CNA mostra crescimento de quase 500% na exportação de grãos pelos portos do Arco Norte

Estudo da CNA mostra crescimento de quase 500% na exportação de grãos pelos portos do Arco Norte

Olhando o escoamento de grãos como soja e milho para exportação na última década, vemos uma relativa estabilidade na maioria dos portos do Brasil, com ligeira queda, na região Sul e Sudeste, nos portos de Paranaguá e Rio Grande, nos últimos dois anos.

Mas é nos portos da Região Norte do País que está a grande mudança, com um crescimento extraordinário no escoamento da produção, com aumento de 487,5% em relação a 2009, de acordo com um estudo divulgado pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), totalizando 42,3 milhões de toneladas de soja e milho exportadas em 2020 pelos chamados portos do Arco Norte.

Entre 2009 e 2020, a produção de grãos acima do Paralelo 16, que engloba as regiões Norte e Nordeste e parte do Centro-Oeste, cresceu 92,6 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 165,3%. Nesse mesmo período, o Brasil registrou uma variação de 119,4 milhões de toneladas produzidas (+110,5%) e 89,3 milhões de toneladas exportadas (+205,7%).

Obras

Nesse sentido foi fundamental a conclusão de obras como a pavimentação da BR-163, que você acompanhou aqui, no Blog da Guep, e que vai do Mato Grosso ao Pará, por exemplo, o que permitiu a redução dos custos de transportes de grãos em até 26%.

Segundo a assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA, Elisangela Pereira Lopes, o crescimento da produção de grãos em novas fronteiras agrícolas foi de 8,4 milhões de toneladas por ano, enquanto que o da exportação foi de 3,2 milhões de toneladas ao ano.

“É como se a cada ano fosse criada a necessidade de implantar um terminal com capacidade de 5 milhões de toneladas para atender o desempenho da produção de soja e milho, cada vez mais recorde dos estados do Mato Grosso, Pará, Maranhão, Tocantins e Bahia”, disse.

Elisangela explicou que algumas iniciativas, como a pavimentação da BR-163 MT/PA, a dragagem do rio Tapajós, a instalação dos Terminais de Uso Privado e a ampliação dos terminais de grãos no porto de Itaqui, no Maranhão, e dos portos de Belém, contribuíram para os avanços expressivos na região.

“Para continuar atendendo essa evolução, a CNA defende intervenções como a implantação da ferrovia Ferrogrão, que vai ligar o porto de Miritituba (PA) ao município de Sinop (MT), do Terminal Portuário de Outeiro (PA) e do derrocamento do Pedral do Lourenço (PA), no Rio Tocantins”, afirmou a assessora técnica.

De acordo com o estudo da Confederação, a produção de soja e milho abaixo do Paralelo 16 (regiões Sul e Sudeste e parte do Centro-Oeste) teve alta de 51,5%, um total de 26,8 milhões de toneladas de 2009 a 2020. Já os embarques pelos portos das regiões Sul e Sudeste aumentaram 149,7%, total de 54,2 milhões de toneladas.

“O crescimento das exportações nesses portos foi resultado de investimentos em ampliação, modernização e equipamentos; novos arrendamentos de terminais de grãos; medidas para melhorar a operacionalização (agendamento de caminhões); dragagem para aumentar profundidade dos canais e acesso aos píeres e melhoria dos acessos terrestres (rodovias e ferrovias)”, destacou a assessora.

Cenário 2020

No ano passado o Brasil produziu 227,4 milhões de toneladas de soja e milho, sendo as regiões acima do Paralelo 16 responsáveis por 148,6 milhões de toneladas ou 65,3% desse total. Já a produção de grãos abaixo do Paralelo 16 foi de 78,8 milhões de toneladas (34,7%), segundo os dados da CNA.

Com relação às exportações, em 2020 o país embarcou cerca de 133 milhões de toneladas de soja e milho. Os portos do Arco Norte responderam por 31,9% ou 42,3 milhões de toneladas desse total e os da região Sul e Sudeste por 68,1% ou 90,4 milhões de toneladas.

Os portos que mais embarcaram grãos em 2020 foram Santos com 42,2 milhões de toneladas (31,8%), Paranaguá/Antonina com 22,5 milhões de toneladas (16,9%) e Rio Grande com 12,1 milhões/ton (9,1%), nas regiões Sul e Sudeste. No Arco Norte foram o Sistema Belém/Guajará com 13,7 milhões/ton (10,3%) e São Luís/Itaqui/PDM com 12,1 milhões/ton (9,1%).

E você, atua no transporte do agronegócio e quer ver o estudo completo da CNA?! Clique aqui para baixar!.

Mapa logístico

A CNA também lançou um mapa que retrata a logística nos corredores internos de exportação de soja e milho em 2020 e traz a infraestrutura utilizada para o escoamento da produção pelos modos de transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário.

Além disso, apresenta e compara a movimentação de soja e milho nos portos públicos e terminais privados, alertando para a necessidade de ações que ampliem a oferta de serviços portuários no Brasil.

O mapa contém, ainda, infográficos com informações sobre a matriz de transporte brasileira, a movimentação de produtos pelas ferrovias, o uso dos rios nos transportes de cargas e o potencial de expansão, bem como comparativos entre a infraestrutura brasileira e os principais concorrentes no exterior. “É um verdadeiro atlas da logística do setor agropecuário”, destacou Elisangela.

Clique aqui para acessar o Mapa Logístico da CNA.

Entidades do transporte descontentes com teor de biodiesel no combustível comercial

Entidades do transporte descontentes com teor de biodiesel no combustível comercial

Você já leu, aqui no Blog da Guep, sobre as mudanças no teor de biodiesel no combustível que é comercializado no Brasil. Também sabe que o biodiesel, que tem uma proposta até positiva, de usar fontes renováveis como óleos de gordura animal ou óleos vegetais, como o de soja, algodão, mamona ou girassol, também contribuiria para a redução de emissões de poluentes e até de gases do efeito estufa.

Mas o biodiesel também em uma série de controvérsias, a ponto de uma série de entidades do setor do transporte terem feito um posicionamento público sobre este assunto: em nota, as instituições CNT, IBP, ANFAVEA, Fenabrave, Fecombustíveis, Sindipeças, BRASILCOM, ABICOM e SindTRR alertaram que a evolução obrigatória do percentual de biodiesel no diesel implicará em maiores custos para o transporte de cargas e de passageiros.

As entidades são contrárias à evolução compulsória (obrigatória) do teor de biodiesel no óleo diesel comercializado no Brasil – atualmente a mistura está em 13%. Subscrevem o documento nove entidades que representam mais de 200 mil transportadoras, empresas produtoras, distribuidoras, importadoras e revendedoras, além de indústrias relacionadas ao consumo de diesel.

Aumento de custos

De acordo com a nota, a evolução prevista do percentual de mistura implicará maiores custos para o transporte de cargas e de passageiros, o que aumentaria os preços de produtos para toda a sociedade. Ainda segundo o posicionamento, essa elevação também poderá provocar danos a máquinas e motores, diminuição da sua vida útil e baixa performance de equipamentos.

O documento informa ainda que, a partir de 2022, entrarão em vigor, no Brasil, novos limites de emissão de poluentes com a adoção de tecnologias veiculares mais modernas (Fase P8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve), com as quais os altos percentuais elevados de biodiesel ainda não foram testados.

“Estudos recentes apontam que teores elevados de biodiesel promovem aumento das emissões de óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos e monóxido de carbono, com impactos negativos que afetam a saúde humana e o meio ambiente, além de elevar o consumo de combustível, gerando ainda mais emissões e custos adicionais que são transferidos a toda a população”, explica a nota.

Clique aqui para ver a íntegra do comunicado das entidades.

Fontes de biodiesel

Além dos óleos de origem vegetal, outras matérias-primas têm ganhado mais espaço no uso das usinas de processamento do biodiesel. A gordura animal, subproduto dos frigoríficos no abate de bovinos, aves e suínos, é ainda a segunda maior fonte, com 16,2% de participação em 2018, segundo a ANP. Naquele ano, foram 860,2 milhões de litros de óleo bruto – o que representou uma alta de 19,3% sobre 2017, além de ser o maior volume entregue nos últimos 10 anos.

E há ainda uma outra fonte, que forma um grupo generalista, chamado de “outros”. Essa categoria reúne as fontes de óleo de palma, amendoim, nabo-forrageiro, girassol, mamona, sésamo, canola, milho e óleo de fritura reciclado. Esse grupo saiu de uma participação de 3,5%, em 2016, para 11,3% em 2017.

Ministério da Infraestrutura assina acordo com setor produtivo para desenvolver o DT-e

Ministério da Infraestrutura assina acordo com setor produtivo para desenvolver o DT-e

Criado com o objetivo de reduzir a burocracia e diminuir os custos para o setor produtivo, reunindo em formato único informações necessárias para fiscalização, o DT-e, Documento Eletrônico de Transporte, não evoluiu por conta de diversos desafios e entraves que emperraram seu desenvolvimento.

Agora, um novo acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério da Infraestrutura e entidades representativas da indústria, produtores de alimentos e de cargas prevê o retomar o desenvolvimento do projeto do Documento Eletrônico de Transporte.

Representantes dos setores envolvidos vão elaborar estudos técnicos para subsidiar a modelagem do melhor formato do documento. A criação do Documento Eletrônico de Transporte (DT-e) faz parte da agenda de Transformação Digital do MInfra, que prevê transformar em 100% digital os serviços oferecidos pela pasta.

“Esse acordo representa um importante passo dentro de nossa agenda de Transformação Digital, onde juntamente com o setor produtivo, iremos construir um produto que irá facilitar a vida de quem está na estrada, reduzindo paradas nos postos de fiscalização e custos operacionais”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Unificação

Este documento terá, em formato único, informações de identificação, caracterização, monitoramento e fiscalização da operação de transporte em território nacional, com unificação de informações cadastrais, comerciais, logísticas, sanitárias, ambientais, financeiras e demais informações decorrentes de exigências e obrigações acessórias regulamentadas pelo Poder Público.

Assinaram o acordo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), a Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra) e a Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut).

Você pode conferir aqui no Blog da Guep o que já escrevemos sobre o DT-e.

Transporte rodoviário de carga já entregou mais de 5 milhões de vacinas de Covid

Transporte rodoviário de carga já entregou mais de 5 milhões de vacinas de Covid

No final do mês de março, no dia 29, o setor de TRC deu início ao transporte gratuito de 5 milhões de doses da vacina do Butantan contra a Covid-19 ao Ministério da Saúde. O transporte está sendo feito pela West Cargo no Instituto Butantan.

Até o momento, 32,8 milhões de doses da vacina do Butantan foram entregues gratuitamente ao PNI (Plano Nacional de Imunização), em uma operação que começou no dia 17 de janeiro de 2021.

“Neste momento tão difícil que o mundo passa e que temos a complexa qualificação técnica para o transporte de medicamentos, nos sentimos muito honrados em poder oferecer o transporte gratuito das vacinas”, disse Helio J. Rosolen, presidente da West Cargo, que também acompanhou o despacho dos lotes dos imunizantes ao lado do Governador de São Paulo, João Dória.

De acordo com o Governador do Estado de São Paulo, estão previstos, até o dia 30 de abril de 2021, a entrega de mais 46 milhões de doses da vacina do Butantan e, depois, mais 50 milhões até o dia 30 de agosto deste ano, totalizando em quase 100 milhões de doses.

A ação também conta com o apoio institucional do SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região. “Para nós do SETCESP, que sempre fomos parceiros dos governos municipais, estaduais e federal, é um prazer estarmos nesta operação por meio de nossos associados. Hoje vamos levar esperança e saúde para o povo brasileiro, para que possamos começar a retomar a economia”, concluiu Adriano Depentor, vice-presidente de governança do SETCESP, que também esteve no Instituto Butantan.

Mercedes faz parceria com startup brasileira de drones Speedbird Aero

Mercedes faz parceria com startup brasileira de drones Speedbird Aero

Você já viu aqui, no Blog da Guep, que a Mercedes Benz já apresentou protótipos de vans que atuam em conjunto com drones, tudo para agilizar a entrega de itens e ganhar agilidade em logística. A novidade é que a fabricante firmou uma parceria com a startup brasileira de drones Speedbird Aero, que você também conheceu na mesma matéria, no Blog da Guep, quando a ANAC autorizou os primeiros testes de entregas da empresa (veja mais aqui)

A startup brasileira fechou uma parceria com a montadora alemã para o desenvolvimento de um furgão que funcionará como um ‘porta-aviões’ de drones. A ideia é que os testes envolvam o transporte de exames e vacinas com a empresa de exames laboratoriais Hermes Pardini.

O uso de uma estrutura ‘híbrida’ de veículos associados a drones visa atender diversas como entregas em locais de difícil acesso, áreas remotas e em situações de emergência.

Nos testes feitos até aqui, a Speedbird tem usado o DLV1, que está sendo usado em testes de entregas com o iFood. O drone pesa 9 kg e pode transportar até 2,5 km e chegar a uma altura máxima de 120 metros. O próximo modelo a entrar em processo de certificação é o DLV2, que transporta até 5 kg de carga e tem capacidade para voar até 10 km.

“Vimos projetos semelhantes de sucesso no exterior com a marca Mercedes-Benz e não tivemos dúvidas em tê-la como parceira de negócio no Brasil. A Sprinter é o veículo que se destaca em sua categoria e tem todas as características que necessitamos para a conexão entre os dois modais, o terrestre e o aéreo. Juntos revolucionaremos a forma como são feitas as entregas no país. Hoje, temos drones com capacidade de até 8 quilos de carga útil e autonomia que vai de 2.5 até mais de 100 quilômetros. Futuramente, com certeza, novas opções serão disponibilizadas”, ressalta Manoel Coelho, co-fundador da Speedbird Aero.