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Brasil: mercado de caminhões cresce 43% em 2021

Brasil: mercado de caminhões cresce 43% em 2021

O setor do/ transporte mostra que está se recuperando com mais vigor do que outros segmentos do mercado, conforme comprovam dados da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores: no ano passado, a indústria de caminhões emplacou 127.357 mil unidades, com crescimento de 42,82% na comparação com 2020 que encerrou com 89.173 caminhões emplacados.
É preciso lembrar que 2020 foi um ano para se esquecer, uma vez que o segmento foi fortemente impactado pelas consequências econômicas do enfrentamento da pandemia. O ponto positivo é que mesmo levando isso em consideração o ano de 2021 deve ser celebrado no sentido da renovação das frotas, uma vez que superou o ano de 2019, antes da pandemia, no qual a indústria vendeu 101.735 caminhões.
Falta de componentes
A entidade também divulgou uma previsão de crescimento de 7,3% na venda de caminhões para este ano. Vale lembrar que o presidente da entidade, José Maurício Andreta Júnior, ressaltou que o ano será desafiador para a indústria que ainda enfrentará problemas como a falta de componentes, o que, aliás, afeta a fabricação de veículos em escala global
No acumulado de 2021, a venda de caminhões pesados representa 50,88% do mercado total. Logo depois vêm os semipesados, com 26,33%. Em terceiro lugar estão os leves, com 9,50% e, em quarto, os médios, com 8,77%. Por fim, os semileves fecham a lista com 4,52% dos emplacamentos.

O modelo líder em vendas no período foi o Volvo FH 540, que soma 8.935 emplacamentos de janeiro a dezembro de 2021. Em seguida vem o Scania R 450, com 6.772 vendas. Na terceira posição está o Volkswagen Delivery 11.180, com 6.065 emplacamentos. Na quarta posição está o DAF XF, que teve 5.391 vendas no período.


Volvo FH 540 foi o modelo pesado mais vendido em 2021, com quase 9 mil emplacamentos

O guia definitivo com tudo o que você precisa saber sobre o DTe – Documento Eletrônico de Transporte

O guia definitivo com tudo o que você precisa saber sobre o DTe – Documento Eletrônico de Transporte

O guia definitivo com tudo o que você precisa saber sobre o DTe - Documento Eletrônico de Transporte

Você que atua em logística já ouviu falar no DT-e, o Documento Eletrônico de Transporte. Este novo – e importante – formato de documento ganhou mais relevância e voltou à baixa após o presidente Jair Bolsonaro ter sancionado, no dia 27 de setembro, a MP nº 1.051, que instituiu o DT-e. O texto havia sido aprovado pelo Senado Federal e aguardava sanção presidencial.

O DT-e vai unificar mais de 30 documentos, entre eles obrigações administrativas, documentos administrativos relacionados ao transporte de cargas no Brasil exigidos por diversos órgãos como SEFAZ (Secretaria da Fazenda), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), entre outros, concentrando informações sobre licenças e condições contratuais, além do valor do frete e dos seguros e que surge como uma forma de desburocratizar, simplificar e reduzir custos do modal rodoviário no país.

Havia o medo de que o DT-e pudesse, de alguma forma, ser redundante, ou seja, ser apenas mais um documento que só aumentaria as obrigações dos transportadores. Ao que tudo indica, não parece ser este o caso. Se você quiser saber mais sobre o DT-e, pode conferir nossas matérias anteriores sobre o tema aqui e aqui, inclusive com entrevistas com especialistas sobre o assunto como Adauto Bentivegna Filho, assessor Jurídico do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp).

Implantação

A implantação do documento agora seguirá um cronograma definido pelo governo federal, que ainda vai regulamentar a nova lei. Administrações municipais e estaduais poderão firmar convênios com o Estado para incorporar outras informações de competência desses entes federativos, como especificações sobre tributos e demais obrigações relacionadas ao transporte de cargas nas esferas estaduais e municipais, por exemplo.

Diminuindo o tempo necessário para a fiscalização

Como o DT-e nasce para facilitar as operações de transporte de cargas em qualquer modal (importante ressaltar que ele não vale só para o transporte rodoviário de carga), sua criação vai eliminar a impressão de documentações e diminuir o tempo de parada dos motoristas. Atualmente, os documentos obrigatórios nas operações de transporte são impressos, o que leva tempo para tudo ser conferido nos postos de fiscalização. Com o DT-e, que tem formato eletrônico, os gastos e custos com a emissão de documentos caem consideravelmente e a fiscalização é agilizada de forma significativa: segundo dados divulgados pelo próprio Governo Federal, os caminhões poderiam ficar até 6 horas parados em postos fiscais para comprovação de diversas documentações.

Fiscalização eletrônica e sem fio

Essa é uma novidade interessante do DT-e: a fiscalização em trânsito de veículos. Isso é muito importante para agilizar o TRC, que se beneficiará do documento não ter impressos. Ainda não se sabe ao certo qual será a plataforma tecnológica a ser utilizada, mas o que se pretende é que haja um dispositivo por radiofrequência, algo semelhante a uma tarja de pedágio, que será acoplado ao veículo de transporte com todas as informações que o DT-e reúne. Então, sempre que o veículo passar por um posto de fiscalização, será registrada sua passagem e os órgãos fiscalizadores terão acessos às informações de documentos fiscais, carga, veículo e motorista, entre outras.

Que documentos o DT-e vai unificar?

Segundo informações do Ministério da Infraestrutura, o DT-e reunirá mais de 80 documentos exigidos numa viagem de origem e destino, sendo alguns deles: DAMDFe (Documento Auxiliar do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais); DACTe (Documento Auxiliar de Conhecimento de Transporte Eletrônico); DANFe (Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica); NFe (Nota Fiscal Eletrônica); Dados do seguro de carga; Dados do veículo e do motorista; Dados da transportadora e do embarcador; Tabela de frete mínimo; e Vale-pedágio, entre outros. E documentos como o Código Identificador da Operação de Transporte poderão ser incorporados como um campo dentro das diversas informações contidas no DT-e. Há quem diga que o CIOT vai desaparecer, mas o que parece será na verdade transformado em um termo diferente e constará como um número identificador na nova plataforma do DT-e. Além do CIOT, o DT-e também não eliminará o CT-e (Conhecimento de Transporte eletrônico), o MDFe (Manifesto Eletrônico de Carga) e nem a NFe (Nota Fiscal Eletrônica).

Quem deve emitir o DT-e?

A rigor, todos os entes que emitem o MDFe precisarão emitir o Documento Eletrônico de Transporte de forma obrigatória para todo transporte de carga em território nacional, o que inclui transportadoras, cooperativas, embarcadores que transportam carga própria (indústria, comércio, distribuidora, operadores logísticos) e empresas de contabilidade ou prestadores de serviço para esta emissão. A Guep, por exemplo, está se preparando para ser uma parceira das empresas de transporte na emissão do DT-e. Ah, e um detalhe importante: transportadoras e embarcadores que contratam transportadores autônomos TAC e equiparado devem se responsabilizar sobre a emissão do DT-e. Isso não será papel do motorista autônomo.

Quanto custará a emissão do DT-e?

O DT-e terá sua emissão cobrada pelos fornecedores de serviços, mas seu preço não deve ser elevado, na comparação com os processos necessários aos demais documentos, uma vez que seu papel é unificar informações. Os maiores custos serão para a implantação da infraestrutura de leitura de tags ou chips sem fio. O que se sabe até o momento é que a cobrança será por Documento Eletrônico de Transporte gerado, isto é, por viagem.


Ah e entenda melhor como funcionará o DT-e através do infográfico disponibilizado pelo Ministério da Infraestrutura que explica como funcionará o DT-e no posto de fiscalização.


Caminhão autônomo roda 100% sem motorista a bordo

Caminhão autônomo roda 100% sem motorista a bordo

Caminhões andando sozinhos em estradas, já vimos muitos. Da Tesla à Mercedes Benz, passando por outras empresas menos conhecidas do grande público como a TuSimple ou a Otto, que já fez parte da Uber, ou mesmo a Einride, que você já viu aqui no blog da Guep. Porém, em todos estes casos o que se via eram testes e mais testes, com caminhões usando tecnologias de direção autônoma, porém sempre com um condutor humano a bordo para assumir o volante em caso de emergência.

Agora uma nova empresa, a norte-americana Plus, subiu o nível do jogo ao fazer uma demonstração de caminhão sem motorista no chamado Nível 4, em uma rodovia, sem motorista de segurança, teleoperador ou qualquer outra forma de intervenção humana. Isso representa um marco significativo para a indústria de caminhões autônoma e para a Plus, que demonstrou a primeira operação de caminhão pesado de nível 4 sem motorista da empresa em um porto em abril de 2018.

O teste foi feito no início do ano em uma estrada movimentada. O caminhão rodou tranquilamente ao longo de um trecho de quase 30 quilômetros da rodovia Wufengshan da China em condições regulares de tráfego.

Aplicabilidade

A ideia da empresa é de fornecer um caminhão de marca própria com a tecnologia da empresa embarcada, chamada PlusDrive, e a empresa não descarta a aplicabilidade dessa tecnologia também em outros modelos convencionais, que poderiam ser adaptados.

A produção em massa do caminhão FAW J7 L3 movido pela PlusDrive está prevista para começar ainda em 2021. A empresa já teve uma encomenda da gigante do ecommerce Amazon, que quer adquirir mil sistemas da empresa para equipar seus veículos de entrega.

A startup desenvolve tecnologias de direção autônoma para caminhões desde 2016, quando foi fundada por um ex-alunos da Universidade de Stanford e que conta com o apoio de investidores de várias empresas chinesas, como a Shanghai Automotive Industry Corp, a GSR Ventures Management e a transportadora Full Truck Alliance, além do fundo de investimentos Sequoia Capital. A empresa também tem parcerias com a Iveco e com a Cummings na criação de um sistema que combine a direção autônoma a caminhões movidos a gás natural.

País registrou 14 mil roubos de carga em 2020!!

Em 2020, foram registradas 14.159 ocorrências de roubo de cargas no Brasil, segundo dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística. Os prejuízos estimados com o problema chegam a R$ 1,2 bilhão.

O número de ocorrências está 23% abaixo ao que aconteceu em 2019, quando foram registrados 18.382 casos de roubo de cargas em todo o ano. Porém, cabe lembrar, em 2019 não tinha pandemia!!

Por conta da dimensão do problema, transportadoras precisam se preparar para mitigar os riscos de roubo de carga, adotando medidas como a adoção de rastreadores, iscas, mecanismos de proteção para os motoristas, serviços de gerenciadoras de risco para monitorar o transporte de cargas e, claro, fazer uma boa pesquisa de motorista antes das viagens.

Neste último quesito, a Guep pode ajudar sua operação de transporte com a melhor e mais rápida solução de pesquisa de motoristas, que traz retorno em questão de minutos – enquanto nossos concorrentes demoram horas ou dias – e que é a única homologada em 100% das seguradoras do transporte.

E aí, vamos adotar inovação na sua gestão de risco e diminuir esses prejuízos? Conte com a tecnologia da Guep para ajudar!

UFA! Mercado de trabalho do transporte continua retomada e TRC é destaque!

UFA! Mercado de trabalho do transporte continua retomada e TRC é destaque!

O mercado de trabalho do transporte continua refletindo a retomada da atividade econômica, que segue acelerando na esteira dos processos de vacinação da covid junto à população e o setor segue com saldo positivo de empregos formais em 2021.

Em setembro, foram registradas 13.127 vagas, um número levemente maior que agosto (13.026). As ocupações são resultado da diferença entre 70.238 admissões e 57.111 demissões ocorridas no mês, o que também reflete uma rotatividade de pessoas – que é quando um profissional apenas troca um trabalho por outro.

No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, foi gerado um total de 74.765 empregos no setor. Os dados foram atualizados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), no Painel do Emprego no Transporte.

As informações elaboradas pela CNT são as mais recentes, disponíveis a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência. A ferramenta apresenta a movimentação mensal do mercado de trabalho formal no Brasil.

TRC ainda é o maior gerador de oportunidades

Em uma análise para as Unidades da Federação, o estado do Rio de Janeiro foi o que apresentou a maior perda de postos de trabalho (-2.376), seguido de Pernambuco (-865) e Piauí (-150). Já o melhor desempenho em termos de geração líquida de empregos formais na área no período foi alcançado pelos estados de São Paulo (+35.117), Minas Gerais (+9.500) e Santa Catarina (+6.714).

Ao considerar os diferentes modais de transporte no acumulado de janeiro a setembro de 2021, é possível identificar que o maior saldo na criação de empregos formais (+90.483) ocorreu no segmento de transporte rodoviário de cargas (TRC), que ainda responde pela maior parte das novas oportunidades de trabalho.

No sentido contrário está o transporte rodoviário de passageiros urbano, que vem desde o início da pandemia em declínio. Nos primeiros nove meses deste ano, foram fechadas 20.470 vagas de trabalho somente nesse segmento.

O objetivo da CNT com o Painel do Emprego no Transporte é disponibilizar às empresas do transporte e à sociedade opções para consulta dinâmica e análises de informações do transportador. Clique AQUI para acessar o Painel do Emprego, que contribui com um panorama da situação de ocupações no setor, fonte significativa de referência durante a pandemia do novo coronavírus.

Fonte: Agência CNT