Brasil precisa evoluir na gestão dos riscos no transporte

Brasil precisa evoluir na gestão dos riscos no transporte

O Brasil precisa criar uma cultura efetiva e evoluir na gestão de riscos na logística. Este foi um dos alertas de Alfredo Chaia, líder de Enterprise Risk Management da consultoria Risk Veritas e vice-presidente do CIST – Clube Internacional de Seguro de Transportes.

Chaia deu uma entrevista ao time da GuepTV e falou que o País vive um importante momento de transição no mercado de seguros de transporte.

Tecnologia e transformação

“Tudo isso muito ligado às transformações relacionadas à tecnologia, particularmente nos últimos 10 anos”, explica Chaia.

Para o executivo, a tecnologia tem evoluído no transporte nos últimos 30 anos, sempre imbuída das questões de ganho de eficiência e segurança, mas foi apenas nos últimos dez anos que aconteceu uma transformação digital acelerada, que tem, por consequência, gerado uma pressão maior sobre as organizações.

Para o executivo, existem questões como a multimodalidade e a integração de grandes cadeias de abastecimento. “Existem grandes desafios, mas é importante criar um pensamento voltado à prevenção e mitigação de riscos”, afirmou.

Integração e logística

Chaia comentou à GuepTV o desafio da logística atual como a integração de cadeias de suprimento cada vez mais complexas, onde existem organizações que não só movimentam, mas atuam na integração de componentes, com serviços de valor agregado aliados à logística.

“Muito do que conseguimos hoje é resultado do tamanho e a complexidade das cadeias logísticas, porém, se um dos agentes interrompe o fornecimento em um elo, toda a cadeia pode ser comprometida”, alerta Chaia.

E é nesta grande interdependência, que ocorre em escala nacional e internacional, que residem os grandes desafios para a logística e gestão de riscos. Qual é o papel da logística nesse cenário, como ela assume o desafio de operar isso em termos de escala e eficiência?

E Chaia, ainda chama a atenção para o fato do Brasil, apesar de seguir no desenvolvimento de da gestão de risco, é um fato de que ainda há um caminho a ser percorrido para que nos tornemos um País maduro em termos de gestão de risco.

Confira a seguir a íntegra da entrevista, na GuepTV 

Entenda melhor o papel das gerenciadoras de risco

Entenda melhor o papel das gerenciadoras de risco

Uma empresa gerenciadora de risco trabalha dentro da cadeia do transporte rodoviário de carga, sendo um ente essencial deste processo, ajudando a mitigar os riscos associados a esta operação.
É a gerenciadora de risco que promove o chamado PGR – Plano de Gerenciamento de Risco, conjunto de procedimentos e ferramentas que são utilizadas visando prevenir perdas materiais e preservar a vida do motorista em qualquer operação.
Este tipo de esclarecimento é importante, porque é muito comum as empresas, sejam elas grandes embarcadores ou transportadores, fazerem uma confusão entre quem são suas seguradoras, corretoras ou gerenciadoras de risco. É o que explica Rodrigo Tardelli, diretor da Atlas Gerenciadora de Risco, em entrevista exclusiva dada ao time da GuepTV.

Tecnologia e inovação

Tardelli também falou à GuepTV sobre o papel da tecnologia e inovação como uma forma de atender e encantar clientes. O executivo também falou de uma plataforma tecnológica que está desenvolvendo voltada à gestão de risco e que terão uma série de tratativas e SLAs, com indicadores que podem ser acompanhados pelas equipes envolvidas em tempo real.
“Será uma plataforma de software mais nova, capaz de interagir com outros sistemas como ERPs ou TMSs por meio de webservices”, explicou o executivo.

Confira abaixo a íntegra da entrevista dada ao time da GuepTV.

A evolução tecnológica na logística traz desafios para o setor

A evolução tecnológica na logística traz desafios para o setor

Uma corretora de seguros em transporte que quer se diferenciar precisa ser mais que uma repassadora de apólices: precisa atuar como uma instância consultiva ajudando as transportadoras a identificar oportunidades de melhoria e redução de riscos.
Este foi um dos comentários feitos pelo executivo Paulo Roberto Guedes, em entrevista à GuepTV. O executivo, que tem larga experiência no mercado, esteve à frente da Veloce como presidente por seis anos, antes da empresa, que passo para controle da japonesa Mitsui.

Hoje, Guedes usa seu conhecimento para a formação de novos profissionais como professor do curso de Logística Empresarial do GVPec, da EAESP/FGV e como consultor de empresas, além (de ser conselheiro da ABOL – Associação Brasileira dos Operadores Logísticos e diretor de logística do CIST e relata, em sua entrevista, a preocupação em buscar referências e fontes de informação comprovadas em seus artigos.

Logística e Vale do Silício

Em sua atuação como consultor e conselheiro de organizações e empresas no setor de logística, Guedes também participa de viagens e missões empresariais, que vão a outros mercados fora do Brasil conhecer diferentes realidades, contextos e soluções. “É importante ver como outros mercados lidam com os desafios da logística, no sentido de conhecer essas inovações e qual é, portanto, o seu grau de adaptabilidade para a realidade brasileira”, relata o executivo.

Em uma destas missões empresariais voltadas ao setor de logística, Guedes esteve no Vale do Silício, região do Estado norte-americano da Califórnia, conhecido por hospedar grandes empresas de inovação digital. “Lá tem uma coisa muito interessante que é o fato de as pessoas terem tempo de parar para pensar e bolar soluções, enquanto aqui parece que ficamos muito absorvidos no operacional, no dia-a-dia”, afirma Guedes.

Inovação

O executivo também alerta para as oportunidades de melhoria no setor de logística, que tem a necessidade de aprofundar e buscar informações, conhecimento e inovação, em oposição ao que era a tônica do segmento, que era algo predominantemente baseada no conhecimento tácito, na intuição, na experiência. Para Guedes, muitos administram na base do “achômetro”, do que já deu certo no passado.
“Se há 50 anos atrás a gente sabia com certeza o que precisaria ser feito nos próximos 20 anos, eu não acredito que hoje alguém tenha certeza disso…nem para os próximos cinco anos”, explica Guedes. “Mesmo as pessoas mais atualizadas do mundo hoje não sabem exatamente para onde nós vamos. Se olharmos o campo da tecnologia por exemplo, todo mundo concorda que a tecnologia evolui de forma muito rápida. Agora, o impacto dessa inovação para a sociedade, para as pessoas, não fazemos a menor ideia”, completa Guedes.

Confira abaixo a íntegra da entrevista de Paulo Guedes na GuepTV.

Startups e estilistas: esse combo se materializa na UMode

Startups e estilistas: esse combo se materializa na UMode

Como nasce, e o melhor, como cresce e se consolida uma startup no Brasil. Como se pensa em tecnologia, marketing, como se contrata – e se retém – talentos que vão bolar as melhores ferramentas, quais são os caminhos para que essa empresa cresça e conquiste mercado.

Esse é o cerne desta entrevista dada ao nosso head de digital da GUEP, Rodrigo Sasso, que entrevistou João Risoleo, co-fundador da Umode nos fala da experiência desta startup que se dedica a apoiar a gestão do desenvolvimento de uma coleção. “A Umode nasceu desse conceito de fazer com que todas as pessoas que fazem parte desta cadeia de produção no segmento de moda, seja a roupa acessório. Para garantir que as coleções sejam entregues dentro do prazo e para garantir que os times envolvidos, produto, engenharia, que todos estejam atualizados em tempo real sobre o status dessa coleção, toda a documentação de apoio fiquem disponíveis num único repositório”, afirma.

Experiência

O executivo fala também de sua experiência no segmento de startups no Brasil e comenta também sobre sua experiência no mercado brasileiro de startups: João Risoleo esteve à frente da Cross X, um aplicativo de Cross Fit que fez grande sucesso. Mas o mais interessante é que no início muita coisa deu errado, o que exigiu experimentação e arriscar, até que a empresa começou a faturar de verdade no segmento de Cross X até que a app foi vendida para o grupo AVEC.

Segundo Risoleo, alguns dos diferenciais da Umode é que a plataforma é simples, objetiva, com uma experiência de usuário com poucos cliques e que automatiza diversos processos como lembretes para que os agentes da cadeia de produção de uma nova coleção, sejam internos ou externos, como parceiros e fornecedores atuem nos momentos devidos.

Integração, automação, inteligência e a experiência do usuário voltado a facilitar o trabalho. É esta a receita da Umode e que mostra que tecnologia e inovação estão, definitivamente, na moda.

Confira abaixo, na íntegra, a entrevista de João Risoleo à GuepTV.

O novo documento DT-e vai simplificar ou complicar?

O novo documento DT-e vai simplificar ou complicar?

Você já deve ter ouvido falar do novo documento, o DT-e (Documento de Transporte Eletrônico) que foi sugerido para unificar uma série de informações de forma digital como CT-e, MDF-e, PEF, CIOT (quando aplicável) e RNTRC, entre outros.

Mas resta a pergunta: com a existência do manifesto, o DT-e seria uma solução de verdade, reduzindo custos e riscos e o tempo de parada, filas e gargalos de caminhões em postos de fiscalização, ou apenas mais uma exigência burocrática, uma redundância?

Discussão

Na ausência de informações que permitam a tomada de decisão, o setor se movimenta e discute o tema, como aconteceu em recente workshop do CIST, o Clube Internacional dos Seguros de Transporte, realizado em São Paulo no último dia 25 de julho.

A palestra “Documento de Transporte Eletrônico (DT-e). Implicações de Riscos e Seguros no Transporte de Carga”, contou com a presença dos palestrantes Adauto Bentivegna Filho, advogado e assessor da Presidência e Jurídico do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp); e Diego Gonçalves, diretor comercial da Opentech, empresa que em Gestão de Risco e Logística em transportes.

“A ANTT está promovendo este novo documento que terá grande impacto no setor”, alerta Bentivegna. Segundo o executivo, o DT-e só faz sentido se ele vier para substituir os demais documentos exigidos no transporte. “Se não for desta forma, será apenas mais uma burocracia, mais um custo”, explica o advogado.

Confira abaixo a íntegra da fala de Adauto Bentivegna nesta entrevista dada à GuepTV.

Já para Diego Gonçalves, do ponto de vista do gerenciamento de risco o DT-e pode ser sim um elemento que contribua para reduzir os riscos, uma vez que, ao prover ganho de agilidade e menos paradas do motorista, o que por si só diminuir a vulnerabilidade. Além disto Gonçalves, só de evitar uma parada do caminhão que possa aguardar pela fiscalização por seis, sete horas de viagem, também pode reduzir os custos operacionais.

Confira a entrevista de Gonçalves à GuepTV.

O evento também discutiu o modal ferroviário, no painel “Embarque Ferroviário: Desafios do Setor & Oportunidades, Vantagens e desvantagens”. O palestrante Rafael Sales, Sênior Risk, Insurance e Claims Specialist da VLI Logística comentou sobre os investimentos feitos em malha ferroviária, mas também falou de multimodalidade.

Confira abaixo a íntegra da entrevista de Sales dada à equipe da GuepTV.

Alertas sobre o DT-e

Mas ao falar do DT-e, é preciso cautela: a existência do DT-e não eximirá as empresas de emitirem os demais documentos como o CT-e, MDF-e, CIOT, seguro obrigatório, RNTRC. Confira a matéria completa aqui.

Como funciona o DT-e?

Em conclusão, com o DT-e, os dados do veículo e da operação ficarão codificados numa etiqueta RFID acoplado ao veículo e, quando este passar por um posto de fiscalização, a leitura destas informações será feita sem fio, num modo similar ao sistema de passagem em pedágios Sem Parar. Consequentemente, o caminhão poderá ser autorizado a seguir viagem sem precisar parar.