Precificação precisa ainda desafia seguradoras resseguradoras

Precificação precisa ainda desafia seguradoras resseguradoras

Painel do 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro aponta para adaptação urgente a novo marco regulatório

O marco regulatório dos transportes de cargas colocará o setor securitário diante de uma série desafios, exigindo uma mudança de comportamento do mercado em geral, como acentuou Paulo Robson Alves, da AXA XL, coordenador da mesa de debates do painel técnico “Os desafios atuais do seguro de transporte”, realizado na tarde desta terça-feira (9), no segundo e último dia do 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que contou também com a participação da advogada Paula Rodrigues, sócia do escritório CGVF Advogados, e do diretor-geral da Internacional Risk Veritas, Alfredo Chaia.

Adaptar-se a essa nova realidade do marco regulatório do transporte, hoje um segmento de mercado extremamente  dinâmico e norteado por transações constantes e pontuais, exige uma conduta irrevogável para a análise precisa do risco: executar o contrato com base, entre outros aspectos, na jurisdição local e original da carga. Essa premissa é essencial, como reforçou Paula, endossando o comentário de Rodrigues:

“Há uma necessidade de ambientação. A gente está cada vez mais numa era de dinamismo, de alterações constantes, e o seguro de transportes vai precisar se adaptar e tentar acompanhar esse dinamismo. Hoje, o seguro de transportes segue um padrão, mas que deverá se postular em cláusulas particulares. Essa criatividade pode gerar até uma exposição que não é esperada, enfim, mas talvez possibilite trabalhar mais com orientações para (os contratos) se tonarem mais flexíveis às alterações”, pontuou Paula, para quem assumir riscos não é tarefa simples, sobretudo quando está em pauta o seguro de transportes, considerando os elevados índices de roubos de cargas, que posiciona o setor diante da incerteza do risco.

Chaia posiciona-se na mesma linha reflexiva . Porém, defendeu ele, o marco regulatório é uma medida que está interessando muito mais ao debate para quem contrata do que em razão da natureza do risco. “A parte dessas discussões de responsabilidade por contratação, os nossos debates de hoje, e muitos outros, sobre a complexidade e a interdependência, continuam grandes. Mas o transportador, genericamente, vai assumir um grau de responsabilidade progressivamente maior, porque o produto está cada vez mais variado e complexo”, concluiu.

O representante da Risk Veritas argumentou, inclusive, que o modo como hoje o setor subscreve transportes permanece defasado. “Se pensamos em interdependências, não dá para fazer essa subscrição com o modelo disponível hoje”, avaliou Chaia.

Fonte: CNseg

Gostou? Compartilhe:
4 opções de ferramentas para o transporte rodoviário de cargas

4 opções de ferramentas para o transporte rodoviário de cargas

O setor de logística vêm passando por mudanças significativas em suas operações. Em meio a esse cenário, surgem novas ferramentas tecnológicas para o transporte rodoviário de cargas e para garantir a eficácia das atividades da sua empresa, é fundamental contar com recursos modernos e de qualidade.

Desde o pedido, planejamento de rotas até o monitoramento das entregas, todas as etapas podem ser controladas com suporte da tecnologia garantindo uma entrega segura e dentro da expectativa de todos os envolvidos. Logo, a empresa passa a ter mais produtividade, alavancando seu crescimento e conquistando mais credibilidade no mercado.

A logística da sua empresa também pode se beneficiar desses ganhos se você souber quais ferramentas utilizar. Confira neste artigo 4 opções de ferramentas que podem impactar diretamente nas atividades do cotidiano!

A importância da tecnologia para o setor de logística

A era digital já é uma realidade. Empresas de diversos segmentos já utilizam tecnologia de ponta à disposição para executar diversas tarefas e isso não é diferente no mundo logístico de transporte rodoviário de cargas. A quarta revolução deu início a esse movimento e hoje, é possível ver diferentes recursos, como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Machine Learning, Big Data dentre outras sendo aplicados e aprimorados em ferramentas que melhoram a produtividade, gerando informações valiosas para uma melhor tomada de decisão e tornando-as diferenciadas de seus concorrentes além de possibilitar que as mercadorias cheguem adequadamente ao seu destino.

O transporte rodoviário também envolve riscos e responsabilidades. Roubos, acidentes e atrasos são algumas dessas ocorrências que podem ser minimizadas desde de que utilizadas de forma adequada e com o devido comprometimento de todos os colaboradores da empresa.

4 ferramentas para o transporte de cargas

Algumas ferramentas para o planejamento das etapas do transporte de cargas são fundamentais pois tornam mais ágeis os processos, analisam e capacitam motoristas de cargas e avaliam diversos dados importantes, impactando positivamente no resultado da empresa.

A seguir, conheça 4 ferramentas recomendadas por Luiz Martins, CPO da GUEP, empresa especializada em soluções logísticas digitais!

1. Planejadores de rota

Também conhecidos como roteirizadores, esses softwares dão suporte ao planejamento das rotas mais adequadas. Para isso, avaliam fatores como: pontos de pedágios, janelas de entregas, distância do percurso, postos policiais, restrição de carga e descarga, radares e outras informações visando principalmente economia de tempo e combustível. Neste caso, a rota escolhida atende aos principais requisitos esperados em relação a redução de custos na operação logística.

Os avanços tecnológicos deixaram esses sistemas ainda mais sofisticados com a inserção informações de apoio para a gestão de risco, pois passou a priorizar também a proteção das cargas, do veículo e na segurança do motorista, tais como:

* Dados de sinistros: é possível avaliar se houve roubos nos trechos, checando o tipo de mercadoria, local e quando exatamente ocorreu, além da frequência;

* Áreas de risco: locais onde o motorista deve evitar a pausa para descanso ou abastecimento;

* Áreas de cobertura: locais em que não há sinais de GPS e sinal de celular;

* Reservas ambientais: áreas em que a circulação de veículos é restrita e que a atenção deve ser redobrada.

* Prevenção de acidentes: locais com curvas perigosas e velocidade em que o veículo deve transitar.

2. Sistemas de pesquisa e cadastro de motoristas e veículos

A pesquisa de perfil securitário ou também conhecido como cadastro e consulta de motoristas é um fator fundamental, mas que desde sua origem pouco evoluíram. Essa etapa é importante para garantir a cobertura de alguns tipos de seguro transporte, principalmente por buscar informações sobre validade da documentação do motorista e veículo. A expectativa do mercado é sempre receber o retorno das informações de forma assertiva e no menor tempo possível, garantindo liberações de embarques mais rápidos em apenas alguns minutos, assim como a possibilidade de serem integrados a outros sistemas internos, impactando positivamente todo o fluxo logístico. Inclusive, já existem soluções que atendem a essas demandas.

Dessa forma, há menor espera tanto no momento do carregamento das mercadorias quanto da liberação da viagem e entrega no destino, gerando mais credibilidade e levando a satisfação ao cliente final. A base dessas plataformas são o Big Data e o Machine Learning, capazes de analisar grande quantidades de informações de forma automática, detectando inclusive a possibilidade de fraudes nesta etapa do processo.

3. Sistemas de treinamento de motoristas em realidade virtual

Os motoristas de carga precisam se adequar a todas as normas de condução dos veículos, mantendo sua segurança e preservando as mercadorias sob seus cuidados. Atualmente, já existem no mercado os simuladores de realidade virtual que embora já façam parte da tecnologia atual, são pouco utilizados pelas empresas no setor logístico.

Esses sistemas ajudam a traçar o perfil de dirigibilidade de cada profissional, apresentando relatórios sobre seu desempenho e auxiliando o seu desenvolvimento pessoal. Além disso, é possível utilizá-los como forma de treinamento, a fim de aperfeiçoar a direção defensiva e econômica, algo tão importante nas estradas.

4. Sistemas de averbações de cargas

Soluções eletrônicas para averbação de cargas também são fundamentais no momento antes do embarque para que haja a garantia de cobertura de seguro. É importante também que haja a possibilidade de customizações nestas soluções mediante o tipo de operação, já que isso permite às empresas se adaptarem às necessidades de seus clientes.

Essas ferramentas, em sua maioria, já estão disponíveis para serem integradas a sistemas internos que as organizações utilizam para a gestão do seu negócio, tornando o trabalho mais simples e produtivo inclusive já existindo em algumas plataformas a possibilidade de gerar estatísticas e informações relevantes para a tomada de decisão estratégica da empresa.

A Guep como solução para o sucesso logístico da sua empresa

A Guep é uma empresa de tecnologia com foco em ferramentas para o transporte de cargas e outras etapas importantes da logística, gestão de risco e seguros. Esses sistemas tornam os processos mais rápidos, trazendo inúmeros benefícios tanto para o dono da carga, quanto para transportadores, motoristas e cliente final.

Todas as 4 soluções sugeridas neste post são oferecidas pela Guep dentre seus sistemas. Elas formam um conjunto de softwares que se complementam e ajudam qualquer empresa do setor a otimizar suas demandas, desde o pedido, incluindo a viagem até a entrega no destino. Com estas ferramentas, sua empresa se torna mais produtiva e, como benefício, terá os melhores resultados.

Conhecer essas soluções para o transporte de cargas é fundamental para dar o salto de qualidade e eficiência necessário no seu negócio.

A Guep está pronta para ajudar sua empresa com soluções avançadas.

Entre em contato conosco e saiba mais!

Gostou? Compartilhe:
Conheça 7 dicas para reduzir as perdas no transporte de alimentos

Conheça 7 dicas para reduzir as perdas no transporte de alimentos

Setores e empresas de logística sofrem com diversos prejuízos em seus processos. Isso gera muitos entraves para o desenvolvimento do negócio. O transporte de alimentos, por exemplo, é uma das etapas da produção em que mais se encontram perdas e desperdícios de cargas.

Para minimizar esses danos e aumentar os lucros do seu negócio, preparamos este artigo para apresentar as 7 melhores dicas para alcançar esse objetivo! Confira!

 1. Ter cuidado com a manutenção da frota

Veículos que operam em baixa performance estão mais suscetíveis a sofrer acidentes, realizar paradas forçadas ou necessitar viajar em velocidade menor, o que causa a perda de cargas ou atrasos (também gerando deterioração do produto).

Problemas técnicos podem acontecer com todos motoristas, entretanto, os gestores podem tomar as medidas certas para minimizar essas ocorrências. A questão pode ser solucionada com a realização de manutenção planejada da frota para conservar melhor os veículos e torná-los mais eficientes.

Para isso, faça uma avaliação dos veículos e elabore um cronograma de manutenção preventiva. Ela deve ser feita de forma organizada para que não faltem veículos para circular, além de respeitar o prazo indicado entre as manutenções.

 2. Capacitar os colaboradores

Os colaboradores da empresa estão diretamente ligados ao índice de perdas, pois são eles que realizam as atividades operacionais e táticas. Eventuais erros, descuidos, desperdícios, atrasos e outros entraves podem gerar a perda onerosa no transporte de alimentos.

Contudo, vários desses problemas são causados pela falta de conhecimento técnico para exercer a função. Por exemplo, uma carga pode ser danificada na etapa do carregamento pelo fato de o colaborador não saber como manuseá-la. Outra situação comum são acidentes na estrada que podem ocorrer pela falta de cuidado do condutor.

Para aprimorar a qualidade dos trabalhos exercidos, é preciso investir em atualizações, capacitações e treinamentos especializados. É importante que todos colaboradores passem por essa atualização, desde motoristas e carregadores até gestores do estoque e outros profissionais relacionados à atividade.

3. Otimizar os processos de distribuição

Processos morosos e com muita burocracia também podem causar perdas. Isso faz com que os veículos circulem sem a devida revisão e mercadorias sejam entregues com pressa — sem falar nos gargalos do trabalho, retrabalho, entre outros problemas decorrentes da falta de eficiência na prestação do serviço.

É necessário que haja otimização dos processos na cadeia de suprimentos para diminuir erros e o estresse sobre os funcionários, além de fornecer serviço com mais qualidade e segurança. Essa medida também reduz custos e maximiza a lucratividade do negócio.

4. Ter um bom planejamento no transporte de alimentos

Planejamentos são necessários para o sucesso de qualquer organização. No transporte de alimentos, eles devem ser feitos com a determinação de metas para reduzir as perdas a partir das mudanças realizadas no negócio.

Os gestores refletem sobre os problemas do negócio, arquitetam soluções e um plano de ação para aplicá-los na prática. O planejamento deve ser feito com medidas a longo, médio e curto prazo, além de ser constantemente revisado para receber as adaptações necessárias.

Também é importante auxiliar os colaboradores a alcançarem os resultados desejados. Para isso, estabeleça padrões de qualidade na prestação de serviço, invista em tecnologia, crie manuais de instrução que abordem boas práticas e fiscalize os resultados.

Para monitorar os resultados, é preciso utilizar indicadores de desempenho (KPIs) antes e após a aplicação de mudanças no processo de entrega, de forma periódica. Alguns exemplos de indicadores são:

  • percentual de entregas feitas dentro do prazo;
  • reentregas, devoluções e outros problemas;
  • número de avarias no transporte;
  • tempo de ciclo do pedido (de quando o pedido é feito até o momento de sua entrega);
  • giro de estoque;
  • índice de perdas de carga;
  • satisfação dos clientes;
  • valor médio das entregas mensais;
  • ociosidade dos veículos.

5. Controlar o estoque

O controle do estoque é outro fato que impacta a cadeia de suprimentos e as perdas na distribuição. O bom controle consiste na catalogação precisa dos itens disponíveis, seus pesos, volumes, tipos e outras peculiaridades.

Essa tática permite que a equipe planeje as rotas, manuseie cada item, escolha o melhor veículo para cada carga. Tudo isso otimiza os prazos de entrega, minimiza ocorrências de acidente e de perdas da carga.

Para obter um bom controle de estoque, a empresa pode utilizar um aplicativo que permite o registro mais rápido das mercadorias, como um programa que faz a leitura dos produtos por código de barras ou QR code.

6. Aprimorar os roteiros de entrega

Os trajetos percorridos pelos veículos são importantes para minimizar as perdas de alimentos, já que isso torna as viagens mais rápidas, como também diminui as hipóteses de incidentes nas estradas. Um bom roteiro deve considerar os seguintes pontos:

  •  condições das estradas;
  •  trajeto mais rápido e seguro;
  • ocorrência de assaltos nas rotas;
  • trânsito mais viável;
  • restrições dos clientes;
  • paradas nos pontos de carga e descarga;
  • horários de pico nas estradas;
  • horas de trabalho do motorista;
  • quantidade de gastos com combustível.

7. Apostar na tecnologia

Com o rápido desenvolvimento da tecnologia, surgiram vários aplicativos com diferentes funcionalidades aplicáveis na gestão logística. Eles garantem mais economia, agilidade dos processos, automatizam atividades burocráticas, fornecem maior controle aos gestores, entre outras vantagens.

Como o ramo de transporte é bastante competitivo, essas tecnologias permitem o desenvolvimento de vantagens ao negócio diante de seus concorrentes. Algumas das soluções digitais são capazes de reduzir as perdas no transporte de alimentos e garantir maior segurança e gerenciamento dos transportes realizados. As soluções são:

  • sistema de consulta e cadastro de motorista: utilizado para analisar o perfil do profissional motorista e veículo de carga afim de averiguar se os documentos estão em ordem;
  • sistema de roteirização: analisa e cria trajetos mais rápidos e seguros, minimizando acidentes, roubos e furtos;
  • sistema de gestão e atendimento de sinistros: aplica métricas para identificar quais são os sinistros mais comuns, permitindo tomar decisões acertadas para evitá-los, além de registrar os atendimentos de sinistros realizados;

Também há soluções que possibilitam o acompanhamento de todas as etapas da cadeia de distribuição, permitindo a avaliação das bases com a aplicação de indicadores de desempenho para que os gestores averiguem os resultados.

É fundamental adotar as dicas aqui elencadas para evitar perdas no transporte de alimentos. Ao segui-las, você conseguirá manter o equilíbrio das contas financeiras e aumentar a lucratividade do negócio! Gostou do artigo? Então não se esqueça de assinar a nossa newsletter para receber outros textos como este por e-mail!

Gostou? Compartilhe: