Quais os documentos para fazer o seguro de cargas?

Quais os documentos para fazer o seguro de cargas?

Antes de saber quais os documentos você precisará para fazer o Seguro de Cargas, é preciso definir qual o tipo de Seguro que você irá contratar, ou seja, qual a modalidade sua empresa se enquadra.

Para isso, é preciso que você entenda um pouco mais sobre os Seguros de Transporte para Transportador e Embarcador.

Procedimentos

A contratação em si, é bem simples! Tanto para o seguro de cargas do transportador quanto do embarcador.

E normalmente os documentos solicitados são os mesmos utilizados diariamente pela empresa ou são fáceis de serem adquiridos.

Não há uma variação de documentos solicitados de uma seguradora para outra. As seguradoras geralmente solicitam sempre as mesmas documentações.

Como vimos no tópico acima, a contratação do seguro pode ser tanto do proprietário da mercadoria, chamado de Embarcador, quanto da Transportadora que ficará responsável pela realização de transportes.

É importante salientar que ambos tem obrigatoriedade de contratar o Seguro de Carga.

Lista de documentos – Seguro do Transportador:

Para contratação dos Seguros de RCTR-C e RCF-DC, o transportador deverá:

  • Possuir número de CNPJ ativo (por se tratar de um Seguro Empresarial, não é permitida a contratação por pessoa física);
  • O CNPJ deverá ser registrado com um CNAE destinado ao transporte de cargas;
  • Possuir RNTRC de pessoa jurídica, ou seja, o CNPJ deverá ser devidamente registrado e apto nas normas da ANTT, para que se caracterize também, apto para realização de transporte de cargas renumerado/ frete;
  • Passar todas as informações sobre suas operações logísticas e sobre a demanda de transporte da empresa, para análise dos riscos;
  • Passar todas as informações sobre as operações que está entrando num futuro próximo, como por exemplo, empresas novas que não possuem operações ativas;
  • Ser isento de restrições de credito e judicias, que impeçam a análise positiva do CNPJ.

Informações e/ou documentos complementares

Além dos documentos que citamos, existem alguns documentos complementares que podem ser solicitados para a contratação das apólices de seguro, e que fazem parte da logística da transportadora.

São eles:

  • Confirmação da autorização para emissão de CT-e (conhecimento de transporte eletrônico) e MDF-e ( Manifesto de Documento Fiscal eletrônico);
  • E, para casos excepcionais de transportes realizados dentro do próprio estado, é necessário comprovar vínculo com o embarcador, através da Nota Fiscal, para que seja liberada a possibilidade de averbação com esse documento;
  • Essa liberação deverá ser concedida previamente pela seguradora.

Lista de documentos – Seguro do Embarcador:

Para contratação dos Seguros de Transporte Nacional, o embarcador deverá:

  • Possuir CNPJ ativo;
  • Informações sobre a operação logística e demanda de transporte da empresa, para análise dos riscos;
  • Ser isento de restrições de credito e judicias, que impeçam a análise positiva do CNPJ.

Diferente do Seguro do Transportador, o Seguro de Transporte Nacional pode ser contratado por pessoa física, quando relacionada a uma carga avulsa e única, como por exemplo, no caso de mudanças residenciais.

Informações complementares:

Para os Seguros do embarcador, as Notas Fiscais de compra, venda e simples remessa poderão ser utilizadas como forma de averbação para as seguradoras, desde que contenham as informações necessárias para cobertura da apólice.

Conclusão

Como falamos no começo do texto, as documentações necessárias para contratação do seguro de cargas não são complicadas, nem para o transportador e como para o embarcador.

Após a entrega das documentações, envio às seguradoras e aceitação da proposta do seguro, as assinaturas podem ser eletrônicas ou convencionais, afim de facilitar ao máximo o processo de contratação.

Em tudo o que falamos, o ideal é que todo o processo seja orientado por um corretor especialista do ramos dos seguros de cargas.

É essencial que o corretor entenda e analise as operações e necessidades da empresa da melhor forma possível, para que consiga a cobertura ideal, aliando a minimização dos custos das apólices.

Fonte: Insert Seguros 

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Preciso averbar o MDF-e no Seguro de Carga?

Preciso averbar o MDF-e no Seguro de Carga?

Se tem uma coisa que fica clara no mercado hoje, é a que as legislações e regras mudam constantemente. E é preciso atenção para não ficar desatualizado!

Uma das legislações mais alteradas pela SUSEP é a que diz respeito às averbações: quando averbar, como averbar, se precisa averbar MDF-e, etc?

Na dia 19 de março de 2019, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) alterou as normas de averbação de cargas, instituindo a obrigatoriedade de averbação do MDF-e também no RCF-DC.

O que é Averbação de Carga?

Averbação é o nome dado ao processo de notificar às seguradoras, eletronicamente, que uma viagem irá iniciar, ou seja, que uma carga está saindo para transporte.

Com isso, a seguradora pode manter o controle das cargas seguradas, das sequências numéricas dos documentos, cobrar o valor do prêmio sobre a viagem e justificar uma possível indenização, caso ocorra algum evento de sinistro.

Dentro desse processo existem parâmetros a serem seguidos, como por exemplo, o horário para averbação.

Há um tempo, as averbações poderiam ser feitas até as 23h59 do dia do embarque, ou seja, antes ou depois do início da viagem, desde que se mantivesse dentro da mesma data.

Mas se essa foi a última informação que você teve: ATENÇÃO ABAIXO!

A norma que vigora hoje, diz que as viagens devem ser averbadas ANTES do caminhão sair, ou seja, ANTES DO INÍCIO DO RISCO!

Relação entre o MDF-e e a Averbação

As averbações são feitas com documentos fiscais, sendo mais comuns a NF e o CT-e.

Com o início da utilização do MDF-e, foram implantadas mudanças importantes no mercado de transporte.

O MDF-e vem para “amarrar as pontas soltas” das operações. Ele identifica o veículo que está em transporte, a origem e destino da carga, finaliza os embarques, etc.

Porém, apesar de importantíssimo, até então, as averbações do MDF-e não eram obrigatórias. Ou seja, as seguradoras não avaliavam se o MDF-e foi averbado ou não, em uma análise técnica de um sinistro.

Hoje, após a liberação da normativa que falamos acima, a comunicação do CT-e e do MDF-e são obrigatórias.

Ainda não existe averbação apenas do MDF-e. é preciso que haja um CT-e averbado para serem unidos.

Um outro modo de falar sobre averbação do MDF-e, é dizer que ele é um documento de averbação complementar. Devendo ser averbado em todos os casos, após a averbação do CT-e.

Mas se o MDF-e é complementar, porque devo averbá-lo?

Independentemente do MDF-e ser complementar ou principal, o ponto a se levar em consideração são as regras da normativas atuais.

A partir da publicação de uma nova regra, e passado o tempo de adaptação, as novas diretrizes são instituídas e levadas em consideração nas análises de sinistros.

A ultima normativa liberada pela Susep, é a Circular 586/19, que torna obrigatória a apresentação do MDF-e também no seguro de RCF-DC, para todas as cargas em que foi emitido.

Quer ler o texto na íntegra? Citamos abaixo:

O SUPERINTENDENTE SUBSTITUTO DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP , na forma do disposto nas alíneas “b” e “c” do art. 36 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, e considerando o que consta do Processo SUSEP n° 15414.617751/2018-11,

RESOLVE:

Art.1º – Alterar os itens 13.1 e 13.1.1 das Condições Contratuais Padronizadas do Seguro Facultativo de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga (RCF-DC), estabelecido pela Circular SUSEP Nº 422, de 1º de abril de 2011, que passa a vigorar com a seguinte redação.

“13.1. O Segurado assume a obrigação de averbar, junto à Seguradora, todos os embarques abrangidos pela apólice, antes da saída do veículo transportador, com base nos conhecimentos emitidos, em rigorosa sequencia numérica, mediante a transmissão eletrônica do arquivo do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), no padrão estabelecido na legislação, ou documento fiscal equivalente.”

13.1.1. ”Após a averbação do seguro, nos casos em que for obrigatória a emissão do Manifesto Eletrônico do Documentos Fiscais (MDF-e), deve o Segurado, mediante transmissão eletrônica, efetuar a entrega do arquivo completo desse documento, no padrão estabelecido na legislação, também em rigorosa sequência numérica e antes do início da viagem.” (NR)”

CIRCULAR SUSEP Nº 586, DE 19 DE MARÇO DE 2019.

Caso tenha alguma dúvida quanto ao seu processo de averbação, ou do porquê é preciso averbar o MDF-e, entre em contato com um dos nossos especialistas no setor de averbação!

Artigo produzido por: Maitê Sarchiolo – Analista de Comunicação e Marketing.
LinkedIn: Maitê Sarchiolo

Fonte: Insert Seguros

 

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Como economizar no seguro de transportes de cargas?

Como economizar no seguro de transportes de cargas?

O transporte de carga envolve vários riscos, por isso é fundamental contratar um seguro contra acidentes e roubos de suas mercadorias transportadas.
Mas, é importante também, saber economizar no seguro de transportes.

Vantagens de economizar no seguro de transportes de cargas:


Para economizar no fechamento de seguro, é preciso levar em c
onsideração algumas informações importantes:

    • Solicite ao corretor o limite por embarque próximo ao valor médio das cargas que você transporta. Se precisar de limite alto para um cliente ou algum tipo de mercadoria, informe seu corretor, para que ele consiga um limite diferenciado para sua operação/mercadoria. E um limite menor para as cargas gerais, isso reduz o custo do seguro mensal.
    • Revise a descrição das mercadorias que consta na tabela de sub limite. Eletrônico e eletroeletrônicos são coisas diferentes, sendo que eletrônico o risco é muito maior e com isso o custo é maior. Eletroeletrônicos tem risco menor, e com isso o seguro também.
    • Quando as mercadorias transportadas não forem para o consumidor final, o risco é menor e com isso o seguro fica mais em conta. Veja um exemplo: Autopeças da indústria para a montadora tem menor risco, do que da indústria para loja que revende ao consumidor final.
    • Informe as características e dimensões das cargas transportadas, isso reduz o custo o seguro. Por exemplo: Transportar ar condicionadoOs mais comuns possuem peso e dimensões que são facilmente transportados. Já ar condicionados para grandes empresas tem dimensões e pesos que só podem ser movimentados com equipamentos especiais, isso reduz o risco de roubo e consequentemente o valor do seguro.
    • Cargas lotação e cargas fracionadas são vistas de forma diferente pelas seguradoras. As cargas fracionadas têm menor risco de roubo. Caso sua operação tenha mudado ou o maior percentual é de carga fracionada, altere sua apólice.
    • Analise se não há exigências e procedimentos a mais do que sua apólice pede. Em geral, a gerenciadora de risco faz um PGR com regras muito engessadas. Isso encarece o custo com liberação de liberação de motorista/ajudante e o rastreamento da carga.
    • Negocie a isenção de liberação do motorista e ajudantes registrados (CLT) junto a gerenciadora de risco. Essa avaliação já foi feita antes da contratação, além disso ele transporta exclusivamente para sua empresa.
  • Se sua apólice teve algum histórico de sinistro desfavorável, contrate ou renove a apólice por 6 meses em vez de 12 meses. Isso vai possibilitar que depois de 6 meses, você possa buscar uma cotação mais econômica.

Fonte: Insert Seguros 

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Como tirar a ANTT (RNTRC)

Como tirar a ANTT (RNTRC)

RNTRC é o Registro Nacional dos Transportadores Rodoviários de carga. Este registro é emitido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Com pouca infraestrutura ferroviária, com o transporte aéreo caro (e com poucos aeroportos), o setor de transportes de cargas rodoviárias move o país (cerca de 60% da movimentação de cargas do país – Info. site ANTT). O RNTRC veio para tentar regularizar o setor. Este registro serve como a “Identidade do Transportador”.

O cadastro no RNTRC é obrigatório para todo Transportador Rodoviário Remunerado de Cargas, ou seja, àquele que presta serviço de transporte rodoviário para terceiros mediante cobrança de frete.
Dessa forma, o transportador de carga própria não é obrigado a se registrar na ANTT e é proibido de realizar transporte remunerado de cargas.

Por quê tirar a ANTT? (RNTRC)

Com este registro, fica mais fácil para as autoridades identificarem as cargas irregulares, veículos fora do padrão estabelecido pela ANTT, maior segurança para contratação de transportadores, etc.

Os transportadores e veículos em situação irregular no RNTRC ficam impedidos executar o transporte rodoviário de carga com cobrança de frete.
Nessa situação, os transportadores ficam sujeitos a penalidades que vão de advertência a cancelamento do registro, a depender do grau de gravidade da infração constatada pela Fiscalização da ANTT ou por agentes de órgãos e entidades parceiros (Polícia Rodoviária Federal e outros órgãos públicos conveniados). São infrações previstas na Resolução ANTT nº 4.799/2015, dentre outras, realizar o transporte remunerado de cargas:

  • em veículo de categoria particular (multa de R$ 1.500,00);
  • sem estar inscrito no RNTRC (multa de R$ 1.500,00);
  • com o registro no RNTRC suspenso ou vencido (multa de R$ 1.000,00);
  • com o registro cancelado (multa de R$ 2.000,00);
  • em veículo não cadastrado na frota do transportador (multa de R$ 750,00);
  • Também está sujeito à aplicação de penalidade o transportador que deixar de atualizar as informações cadastrais (multa de R$550,00) ou que apresentar informação falsa para inscrição no RNTRC (multa de R$3.000,00).

Além disso, a irregularidade no registro do RNTRC pode acarretar a impossibilidade da contratação dos seguros obrigatórios, bem como o impedimento de contratação do transportador por meio do Pagamento Eletrônico de Frete – PEF.

Onde ficam os Postos de Atendimento da ANTT?

Os Pontos de Atendimento credenciados pela ANTT são ligados a Confederações e Federações representativas de transportadores, entidades sindicais de grau superior com as quais a ANTT firmou acordos de cooperação. A cooperação com as entidades sindicais tem por finalidade disponibilizar uma maior rede de atendimento aos transportadores rodoviários remunerados de cargas.
Nesse sentido, os transportadores devem buscar o atendimento junto aos sindicatos representativos da sua categoria (autônomo, empresa ou cooperativa), credenciadas pela ANTT para a execução dos procedimentos dos transportadores que residem na área de representatividade da respectiva entidade sindical. Após autorizados pela ANTT, os Pontos passam a ser identificados por uma numeração fornecida pela Agência e pela logomarca do RNTRC.

Confira todos os postos de atendimento aqui.

Quais as etapas para Tirar a ANTT?

Há três etapas a serem realizadas para tirar a ANTT (cadastrar no RNTRC):

  • o cadastro das informações – O transportador deve se dirigir a um ponto de atendimento credenciado para registro de dados cadastrais do transportador e sua frota;
  • identificação visual – Após o registro das informações, o transportador receberá (diretamente do ponto de atendimento) os adesivos para identificação visual do veículo que deve ser realizada conforme orientações fornecidas pela ANTT;
  • identificação eletrônica dos veículos – esta parte é realizada pela colocação de um dispositivo eletrônico, também conhecido como TAG no pára-brisa dos veículos.

Após a inclusão das informações no sistema do RNTRC no ponto de atendimento
credenciado, o transportador receberá imediatamente o Certificado do RNTRC com um prazo de validade de cinco anos.

Documentos necessários para tirar a ANTT (RNTRC)

As empresas de transportes ou cooperativas precisam:

  • Possuir cadastro de CNPJ ativo, sendo constituída como Pessoa Jurídica com o transporte rodoviário como atividade principal;
  • Estar regular perante suas obrigações fiscais;
  • Ter sócios, diretores, e/ou responsáveis legais idôneos e com CPF ativo;
  • Responsável Técnico com mínimo de três anos de experiência ou com aprovação em curso específico (pode ser comprovado pelo Contrato Social da Empresa ou Estatuto da Cooperativa, Carteira de Trabalho e Previdência Social, Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Físicam Certificado de Registro no RNTRC na categoria TAC, ou Comprovante de Contribuição ao INSS);
  • Estar em dia com a contribuição sindical;
  • Propriedade ou arrendamento de um mínimo de um veículo ou combinação de veículos de tração e de cargas com Capacidade de Carga Útil (CCU) igual ou superior a quinhentos quilos, registros no nome da empresa ou no órgão de trânsito adequado na categoria “aluguel”, como regulamentado pelo CONTRAN.

Para transportadores autônomos tirarem o RNTRC, será exigido:

  • CPF ativo e documento oficial com foto;
  • Aprovação em curso específico ou pelo menos três anos de experiência na atividade;
  • Estar em dia com a contribuição sindical;
  • Propriedade ou arrendamento de um mínimo de um veículo ou uma combinação de veículos de tração e cargas com Capacidade de Carga Útil (CCU) igual ou superior a 500 kg, registrados no nome do aplicante e na categoria “aluguel”;
  • Regularidade com as obrigações fiscais da Seguridade Fiscal (INSS);

Quanto é para tirar a ANTT? É cobrado o cadastro RNTRC?

Não há valor devido ou a ser pago para a ANTT, direta ou indiretamente, pelos serviços de cadastramento, recadastramento, ajuste de dados, aquisição dos dispositivos de identificação (adesivo e TAG) ou qualquer outros relacionados a inscrição e manutenção do cadastro no RNTRC.
Contudo, algumas entidades conveniadas podem ter como procedimento padrão a cobrança de valores, a título de ressarcimento dos custos inerentes a prestação de serviços e disponibilização de materiais.

Sempre importante estar em conformidade com a lei e garantir sua segurança.
Este registro é exigido no momento da contratação do Seguro de Transporte de Cargas, por exemplo.

Com as estradas que temos, os imprevistos e acidentes que podem acontecer, não podemos arriscar uma viagem sem seguro.

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Guep lança o “Uber” do atendimento de Sinistro Transporte

Guep lança o “Uber” do atendimento de Sinistro Transporte

Um dos desafios da Guep é facilitar o dia a dia dos envolvidos em seguros de transporte no Brasil. Para se ter uma ideia, o seguro de transporte apresentou crescimento de 15,3% em 2018, para prêmios de R$ 3,2 bilhões, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp. Apesar do resultado expressivo, considerando-se o recuo de 0,2% nas vendas de R$ 245,6 bilhões do mercado segurador, divulgado pela CNseg, a confederação das seguradoras, o montante está muito aquém do volume total de mercadorias transportadas no Brasil e também longe de índice ideal de proteção dos riscos aos quais as transportadoras e embarcadores estão expostos.

De um lado, segurados justificam que contratam menos seguros do que pretendem em razão do elevado preço. Já as seguradoras argumentam que o preço é decorrente do risco e dos custos com indenização, sempre elevados. Este cenário é visto pela Guep, uma empresa provedora de tecnologia especializada no desenvolvimento de soluções integradas e análise de informações (Big Data), como uma grande oportunidade de negócio.

Luiz Martins, Chief Product Officer (CPO) da Guep, explica que a empresa tem por objetivo alavancar a produtividade e eficiência dos serviços e produtos da cadeia logística, com o objetivo de facilitar o dia-a-dia do setor e proporcionar melhor custo benefício aos envolvidos na cadeia, como seguradoras, corretores, gerenciadoras de risco, reguladoras de sinistro, transportadores e embarcadores. “É um mercado complexo que diferente de outros segmentos de seguro,  possui demandas por soluções ainda não atendidas, e o nosso objetivo é justamente trazer ferramentas tecnológicas inovadoras para este público específico”, avalia.

Com tal missão, a empresa de tecnologia em softwares, lança neste mês a plataforma web “Central de Sinistro” e o aplicativo “Atende Sinistro”, que atrelada a um conjunto de sistemas para gestão e estatísticas de sinistros como as plataformas “Gestor de sinistro” e “Painel de sinistro”, facilitam e criam um ecossistema intuitivo e prático para todos os players do setor.

A solução “Central de Sinistro” tem a finalidade de auxiliar a Reguladora na abertura de chamados e gestão de sinistros no ramo de transporte. Além disso, como a reguladora geralmente é o responsável direto por contratar os vistoriadores pelo atendimento do sinistro, também poderá cadastrar todos os seus profissionais na plataforma, encaminhando link para que o vistoriador possa baixar gratuitamente o aplicativo “Atende Sinistro” em seu celular.

Após receber a informação do sinistro, o local do evento será plotado em mapa e os vistoriadores poderão ser localizados com assertividade por geolocalização através de sua disponibilidade, especialidade de atendimento e proximidade do local do sinistro. Nas próximas versões, será possível localizar prestadores de serviço como empresas de auto socorro, guincho e munck; hospitais; corpo de bombeiro; posto policial entre outros.

“O vistoriador que estiver disponível, mais perto e com expertise no tipo de sinistro ocorrido, poderá ser notificado pela Reguladora sobre um novo atendimento. Uma mensagem será encaminhada para o aplicativo do vistoriador. Esta mensagem trará informações básicas sobre o sinistro como por exemplo natureza do evento, tipo de mercadoria e local para atendimento. Ao aceitar, o vistoriador recebe todas as demais informações do sinistro e à partir daí, tanto seguradora como reguladora passam a acompanhar o atendimento do vistoriador assim como passam a visualizar documentos, fotos, vídeos e áudios sobre as ocorrências”, explica Martins.

Segundo ele, é possível também acompanhar na plataforma “Central de sinistro” as informações atualizadas através da “linha do tempo” por mensagens pré-formatadas de ações que o vistoriador utilizará no aplicativo “Atende sinistro” desde o acionamento, aceite e início de deslocamento, incluindo paradas, chegada no local do evento, início e fim do atendimento, trazendo com exatidão a data, hora e minutos de cada ação com sua devida latitude e longitude. “Com a plataforma Guep, a seguradora poderá acompanhar todos os processos de sinistro independente da quantidade de reguladoras que lhe prestam serviço, incluindo o devido espelhamento de tudo o que é encaminhado pelos vistoriadores em atendimento”.

Salvatore: uma central de atendimento totalmente digitalizada vem de encontro com as necessidades do mercado segurador

Para Salvatore Lombardi, responsável pelo segmento de seguro transportes do grupo Argo na América Latina, nos dias atuais a tecnologia é fundamental para o dia a dia das empresas “Essa iniciativa da Guep de uma central de atendimento totalmente digitalizada vem de encontro com as necessidades do mercado segurador, especialmente no segmento de seguro transportes, um ramo de seguro com produtos consultivos, que possui apólices personalizadas. Certamente irá ajudar muito no aumento da qualidade da prestação de serviços”, disse ele ao blog Sonho Seguro.

Paulo Alves: se convergirmos essas informações para alimentar o banco de dados de gerenciamento de riscos teremos muito mais governança e serviço agregado ao cliente

Paulo Alves, responsável pelo seguro de transportes da Axa XL, sempre busca inovações dentro do segmento de seguros de transportes e ficou entusiasmado com a central de atendimento de sinistros da Guep. “Olhando numa visão de futuro além de atendimento dos processos desde o início , a central consegue ter informações na linha do tempo que pode ser usada até para melhora processos de controles de riscos. Se convergirmos essas informações para alimentar o banco de dados de gerenciamento de riscos teremos muito mais governança e serviço agregado ao cliente”, comentou.

O executivo da Guep está otimista com o produto, uma vez que a plataforma foi criada para dar mais transparência para que tanto Seguradoras quanto Reguladoras possam acompanhar em um gride seus avisos de sinistros, assim como agilizar a produtividade de seus processos de comunicação, acionamento e atendimento, bem como controlar e reduzir custos operacionais e por fim aumentar a assertividade e qualidade do atendimento ao cliente final”, explica Martins.

Em breve, a Seguradora se desejar, poderá também disponibilizar para seus corretores o acesso ao sistema para que estes possam acompanhar os sinistros de seus segurados. Também está previsto para as próximas versões, o atendimento automático por chatbot com inteligência artificial para abertura online do sinistro.

Entre os principais produtos vendidos para o mercado, o executivo cita o Guep Score, um sistema de análise de perfil securitário (pesquisa e consulta de motoristas e veículos); o sistema de averbação de cargas; as plataformas rota segura e Smart QAR.  Para saber mais detalhes, acesse o site da GUEP

Fonte: Blog Sonho Seguro – Denise Bueno

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Conheça 7 dicas para reduzir as perdas no transporte de alimentos

Conheça 7 dicas para reduzir as perdas no transporte de alimentos

Setores e empresas de logística sofrem com diversos prejuízos em seus processos. Isso gera muitos entraves para o desenvolvimento do negócio. O transporte de alimentos, por exemplo, é uma das etapas da produção em que mais se encontram perdas e desperdícios de cargas.

Para minimizar esses danos e aumentar os lucros do seu negócio, preparamos este artigo para apresentar as 7 melhores dicas para alcançar esse objetivo! Confira!

 1. Ter cuidado com a manutenção da frota

Veículos que operam em baixa performance estão mais suscetíveis a sofrer acidentes, realizar paradas forçadas ou necessitar viajar em velocidade menor, o que causa a perda de cargas ou atrasos (também gerando deterioração do produto).

Problemas técnicos podem acontecer com todos motoristas, entretanto, os gestores podem tomar as medidas certas para minimizar essas ocorrências. A questão pode ser solucionada com a realização de manutenção planejada da frota para conservar melhor os veículos e torná-los mais eficientes.

Para isso, faça uma avaliação dos veículos e elabore um cronograma de manutenção preventiva. Ela deve ser feita de forma organizada para que não faltem veículos para circular, além de respeitar o prazo indicado entre as manutenções.

 2. Capacitar os colaboradores

Os colaboradores da empresa estão diretamente ligados ao índice de perdas, pois são eles que realizam as atividades operacionais e táticas. Eventuais erros, descuidos, desperdícios, atrasos e outros entraves podem gerar a perda onerosa no transporte de alimentos.

Contudo, vários desses problemas são causados pela falta de conhecimento técnico para exercer a função. Por exemplo, uma carga pode ser danificada na etapa do carregamento pelo fato de o colaborador não saber como manuseá-la. Outra situação comum são acidentes na estrada que podem ocorrer pela falta de cuidado do condutor.

Para aprimorar a qualidade dos trabalhos exercidos, é preciso investir em atualizações, capacitações e treinamentos especializados. É importante que todos colaboradores passem por essa atualização, desde motoristas e carregadores até gestores do estoque e outros profissionais relacionados à atividade.

3. Otimizar os processos de distribuição

Processos morosos e com muita burocracia também podem causar perdas. Isso faz com que os veículos circulem sem a devida revisão e mercadorias sejam entregues com pressa — sem falar nos gargalos do trabalho, retrabalho, entre outros problemas decorrentes da falta de eficiência na prestação do serviço.

É necessário que haja otimização dos processos na cadeia de suprimentos para diminuir erros e o estresse sobre os funcionários, além de fornecer serviço com mais qualidade e segurança. Essa medida também reduz custos e maximiza a lucratividade do negócio.

4. Ter um bom planejamento no transporte de alimentos

Planejamentos são necessários para o sucesso de qualquer organização. No transporte de alimentos, eles devem ser feitos com a determinação de metas para reduzir as perdas a partir das mudanças realizadas no negócio.

Os gestores refletem sobre os problemas do negócio, arquitetam soluções e um plano de ação para aplicá-los na prática. O planejamento deve ser feito com medidas a longo, médio e curto prazo, além de ser constantemente revisado para receber as adaptações necessárias.

Também é importante auxiliar os colaboradores a alcançarem os resultados desejados. Para isso, estabeleça padrões de qualidade na prestação de serviço, invista em tecnologia, crie manuais de instrução que abordem boas práticas e fiscalize os resultados.

Para monitorar os resultados, é preciso utilizar indicadores de desempenho (KPIs) antes e após a aplicação de mudanças no processo de entrega, de forma periódica. Alguns exemplos de indicadores são:

  • percentual de entregas feitas dentro do prazo;
  • reentregas, devoluções e outros problemas;
  • número de avarias no transporte;
  • tempo de ciclo do pedido (de quando o pedido é feito até o momento de sua entrega);
  • giro de estoque;
  • índice de perdas de carga;
  • satisfação dos clientes;
  • valor médio das entregas mensais;
  • ociosidade dos veículos.

5. Controlar o estoque

O controle do estoque é outro fato que impacta a cadeia de suprimentos e as perdas na distribuição. O bom controle consiste na catalogação precisa dos itens disponíveis, seus pesos, volumes, tipos e outras peculiaridades.

Essa tática permite que a equipe planeje as rotas, manuseie cada item, escolha o melhor veículo para cada carga. Tudo isso otimiza os prazos de entrega, minimiza ocorrências de acidente e de perdas da carga.

Para obter um bom controle de estoque, a empresa pode utilizar um aplicativo que permite o registro mais rápido das mercadorias, como um programa que faz a leitura dos produtos por código de barras ou QR code.

6. Aprimorar os roteiros de entrega

Os trajetos percorridos pelos veículos são importantes para minimizar as perdas de alimentos, já que isso torna as viagens mais rápidas, como também diminui as hipóteses de incidentes nas estradas. Um bom roteiro deve considerar os seguintes pontos:

  •  condições das estradas;
  •  trajeto mais rápido e seguro;
  • ocorrência de assaltos nas rotas;
  • trânsito mais viável;
  • restrições dos clientes;
  • paradas nos pontos de carga e descarga;
  • horários de pico nas estradas;
  • horas de trabalho do motorista;
  • quantidade de gastos com combustível.

7. Apostar na tecnologia

Com o rápido desenvolvimento da tecnologia, surgiram vários aplicativos com diferentes funcionalidades aplicáveis na gestão logística. Eles garantem mais economia, agilidade dos processos, automatizam atividades burocráticas, fornecem maior controle aos gestores, entre outras vantagens.

Como o ramo de transporte é bastante competitivo, essas tecnologias permitem o desenvolvimento de vantagens ao negócio diante de seus concorrentes. Algumas das soluções digitais são capazes de reduzir as perdas no transporte de alimentos e garantir maior segurança e gerenciamento dos transportes realizados. As soluções são:

  • sistema de consulta e cadastro de motorista: utilizado para analisar o perfil do profissional motorista e veículo de carga afim de averiguar se os documentos estão em ordem;
  • sistema de roteirização: analisa e cria trajetos mais rápidos e seguros, minimizando acidentes, roubos e furtos;
  • sistema de gestão e atendimento de sinistros: aplica métricas para identificar quais são os sinistros mais comuns, permitindo tomar decisões acertadas para evitá-los, além de registrar os atendimentos de sinistros realizados;

Também há soluções que possibilitam o acompanhamento de todas as etapas da cadeia de distribuição, permitindo a avaliação das bases com a aplicação de indicadores de desempenho para que os gestores averiguem os resultados.

É fundamental adotar as dicas aqui elencadas para evitar perdas no transporte de alimentos. Ao segui-las, você conseguirá manter o equilíbrio das contas financeiras e aumentar a lucratividade do negócio! Gostou do artigo? Então não se esqueça de assinar a nossa newsletter para receber outros textos como este por e-mail!

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