A pandemia da covid-19 atinge os transportadores brasileiros em uma situação de extrema fragilidade e terá efeitos sem precedentes históricos para o setor. No que se refere a faturamento, nível de emprego e viabilidade de continuidade de atividade das empresas, as perspectivas causam séria preocupação.

Publicada no dia 03 de março, a nova edição do Boletim Economia em Foco da CNT aponta os impactos dessa pandemia no setor do transporte brasileiro, e as notícias não são nem um pouco animadoras.

Segundo o boletim, os impactos negativos no transporte atingem os segmentos de cargas e de passageiros de formas distintas, mas, inquestionavelmente, comprometerão a atividade transportadora de forma geral. Além de serem atingidas todas as outras atividades que dela dependem, gerando efeitos diretos na vida da sociedade brasileira por tempo ainda indeterminado, seja durante a quarentena, ou no período de recomposição da atividade econômica depois dela.

No transporte rodoviário de passageiros, a avaliação da CNT é que elas já tiveram queda de demanda de 40% em decorrência da restrição de movimentação interestadual, que pode chegar a 60% no horizonte de 60 dias, colocando em risco a sobrevivência das empresas.

O boletim retrata que as empresas de transporte de cargas já percebem os reflexos da pandemia. O desaquecimento da atividade econômica devido ao fechamento de estabelecimentos comerciais e à paralisação de indústrias e da construção civil reduziu drasticamente a demanda por seus serviços. Tem-se, então, um risco duplo: desabastecimento das cidades e fechamento de transportadoras.

O transporte em geral, reconhecido como ramo essencial neste momento de crise, clama por ações de manutenção das suas atividades e de apoio às suas operações. Escolhas difíceis terão de ser tomadas, mas reconhecer e fortalecer o transporte como garantidor da sustentabilidade da vida social e econômica vai nos permitir superar os impactos da covid-19 mais rapidamente. Afinal, o transporte move e promove o país.

Clique aqui para conferir o Boletim Economia em Foco da CNT

Fonte: CNT

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