A Vamos é uma empresa do Grupo JSL, que faturou mais de R$ 1 bilhão no ano passado e chegou a dar início a um processo de IPO (oferta de ações) protocolando o pedido de oferta pública inicial de ações, no início deste ano, decidiu adiar este processo devido à dificuldade em encontrar investidores. Vamos lembrar que estamos num cenário econômico de enfrentamento da pandemia, e aí, todo cuidado é pouco.

Este não é o único desafio da empresa. A Vamos quer ganhar espaço num mercado que não tem essa cultura no Brasil, que é o de aluguel de caminhões, máquinas e implementos.

Fundada em 2015, a Vamos atua também com a venda de máquinas e caminhões novos e seminovos. Mas é no braço de locação, que, além de caminhões conta com tratores, escavadeiras e empilhadeiras, que a empresa quer ganhar espaço.

E a clientela pode incluir os caminhoneiros autônomos, atuando por meio de empresas que já trabalham com os motoristas, modelo em que essas companhias funcionariam como fiadoras da locação do caminhão. A Vamos conta com projetos-piloto com empresas nesse sentido que incluem uma empresa do setor alimentício e uma petroquímica, envolvendo 50 caminhões.

Recentemente, a Vamos também passou a oferecer a alternativa da locação em sua própria rede de concessionárias de caminhões e que conta com 14 lojas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

O principal argumento a favor da locação é de que ela seja uma alternativa mais econômica para que empresas ou motoristas tenha acesso a equipamentos mais novos, diminuindo a necessidade de endividamento para a compra de um ativo.

Pesa a favor do argumento a idade média dos caminhões no Brasil: de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a frota brasileira tem hoje uma frota de 3,4 milhões de caminhões, com uma idade média de 20,3 anos, contra uma idade média de dois anos na frota da Vamos destinada à locação.

As informações são do site Neofeed.

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