Uma marca que vai ressoar no coração dos veteranos, FNM está de volta. Mas calma, em vez da Fábrica Nacional de Motores, histórica produtora de caminhões no Brasil do século passado, a sigla agora designa a Fábrica Nacional de Mobilidades, que se dedicará a produzir caminhões elétricos.

Além da venda de veículos novos, a empresa também trabalhará com a eletrificação de veículos existentes, convertendo-os de motores a diesel para equivalentes elétricos. A empresa é fruto da parceria entre um acionista da Marcopolo e a Agrale, fabricante de tratores, caminhões, chassis e motores.

Será aliás, nas instalações da Agrale em Caixas do Sul que serão montados os caminhões da marca FNM.

A maioria dos componentes, como baterias, motor e sistemas eletrônicos, será importada dos Estados Unidos. Serão dois modelos: o FNM 832 (o caminhão azul da foto), com Peso Bruto Total (PBT) de 13 toneladas e 6,2 metros de comprimento e o FNM 833, com PTB será de 18 toneladas e comprimento de 7,2 m. O motor elétrico terá potência equivalente a 355 cv, autonomia de cerca de 130 km com as baterias totalmente carregadas, o que fará com que os veículos sejam orientados a operações de curta distância.

Tecnologia

Os modelos terão bastante tecnologia embarcada, como telas no lugar de instrumentos e sistemas conectados para facilitar a gestão por frotistas, além de monitoramento do veículo em tempo real.

A empresa também optou por iniciar a operação por venda direta, sem contar com uma rede de concessionárias, para baixar os custos. A assistência técnica será prestada diretamente pela empresa, que se deslocará até os clientes.

A FNM ‘clássica’

A marca FNM foi encerrada no final dos anos 1980, encerrando uma jornada que começou em 1942, como Fábrica Nacional de Motores e a primeira fabricante de caminhões do Brasil.

Ao longo de sua história a FNM se associou a outras empresas como a italiana Isotta Fraschini e, mais tarde, com a Alfa Romeo. Chegou a produzir automóveis até que, em 1968,foi privatizada e vendida à Alfa Romeo. A companhia continuou produzindo caminhões, automóveis e chassis de ônibus.

A empresa passou para o controle da FIAT quando esta comprou 43% das ações da Alfa Romeo. Em 1985, sob administração da Iveco, que também pertencia ao Grupo Fiat, a fábrica da FNM fechou finalmente as portas, mas os robustos caminhões com a sigla até hoje frequentam o imaginário de caminhoneiros veteranos e de colecionadores que mantém exemplares históricos conservados e em operação.

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